Febem ganha projeto pioneiro em Itu

A Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor (Febem) e a prefeitura de Itu, a 98 quilômetros de São Paulo, vão começar um projeto pioneiro visando à municipalização do atendimento aos menores infratores. O plano foi anunciado hoje pelo prefeito Lázaro José Piunti (sem partido), depois de reunir-se, em São Paulo, com o presidente da Febem, Saulo de Castro Abreu Filho. A proposta já teve a aprovação do governador Geraldo Alckmin.A partir dos resultados obtidos em Itu, a experiência pode ser estendida a outros municípios. "Vamos fazer a nossa parte, esperando que cada cidade se prontifique a agir da mesma maneira", disse Piunti. A idéia foi lançada em fevereiro, quando o prefeito anunciou a disposição do município de assumir os menores infratores da cidade, que hoje são levados para a Febem. Para Piunti, cuidar dos menores na cidade é mais salutar. "O modelo atual da Febem está falido, pois o menor entra com uma falta leve e sai com diploma na universidade do crime", afirmou.Hoje o prefeito ainda estava calculando os custos do projeto. A prefeitura se comprometeu a dar o terreno, construir a unidade, destinar funcionários, prover a alimentação e instalar as oficinas para a profissionalização e o treinamento dos internos. A Febem entrará com o pessoal técnico para orientar a instalação e, depois, os cuidados com os menores. A unidade terá entre 700 e 800 metros de área construída, em terreno de 5 mil metros quadrados, e deverá atender até 25 menores.Atualmente 16 menores de Itu estão internados nas unidades da Febem de Franco da Rocha, na Grande São Paulo, e no Tatuapé, na capital paulista. Na próxima semana, uma equipe técnica do órgão do governo estará em Itu para avaliar o terreno e o projeto da obra. A parte formal do atendimento será definida pela equipe jurídica da Febem, em conjunto com a prefeitura. Piunti acha que a proximidade da família e dos amigos e o tratamento humanitário que os menores receberão, aliados ao menor número de internos, são fatores que facilitarão sua ressocialização. Os casos considerados muito graves e de difícil recuperação continuarão sob os cuidados diretos da Febem.

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