Febem manterá funcionários em Franco da Rocha

O presidente da Febem, Saulo de Castro Abreu Filho, disse nesta segunda-feira que não vai afastar nenhum funcionário de Franco da Rocha por conta do motim de domingo. Nem mesmo para averiguar a promessa do diretor de uma das unidades, Pedro Santos de Mendes, a seus subordinados de que eles poderiam espancar os menores na madrugada. "Não se confirmam os maus-tratos", disse Abreu Filho. Apesar do nome publicado na edição desta segunda-feira do Estado, ele garantiu que "não se identificou quem é o diretor". Abreu Filho negou que o motim tenha sido uma reação a agressões sofridas pelos internos na semana passada. A reportagem da Agência Estado acompanhou, na quarta-feira, uma visita da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, que estava em São Paulo investigando o tratamento dado a infratores. Muitos se queixaram de maus-tratos. Alguns internos estavam com o olho roxo. "Se houvesse agressões, as mães e parentes seriam os primeiros a denunciar e isso não ocorreu."As famílias garantem que fazem as visitas apenas acompanhadas de monitores e isso inibe o desabafo dos menores. Segundo ele, todos estavam soltos no momento da rebelião e não é rotina mantê-los trancados. Na quarta-feira, porém, a comissão encontrou dezenas de adolescentes fechados em suas celas, queixando-se de passar a maior parte do dia nessa condição. De acordo com o presidente da Febem, a contagem feita nesta segunda-feira mostrou que não houve mais fugas, além das quatro registradas pela polícia. "Os estragos foram mínimos e já está tudo consertado", disse no fim da tarde. Pela manhã, a Tropa de Choque da Polícia Militar fez uma vistoria nas alas para ver se achava armas, mas não localizou nada. A PM saiu do local às 13 horas.

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