Febem pode demitir mais 17 grevistas nesta segunda

O presidente da Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor (Febem), promotor Paulo Sérgio de Oliveira, disse hoje, em entrevista coletiva, que aguarda para segunda-feira uma decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST), em Brasília, sobre a greve dos funcionários comissionados da Febem, deflagrada há 12 dias, em protesto contra morte de um monitor, durante rebelião na unidade de Franco da Rocha. A Febem recorreu ao TST questionando o entendimento do Tribunal Regional do Trabalho da 2.ª Região (TRT-SP) que considerou a greve procedente.Segundo Oliveira, apenas 3 a 4% do contingente de monitores da Febem estão em greve. Ele disse que até agora foram demitidos 60 funcionários em função da greve e outros 17 deverão ser desligados na segunda-feira. "Não se trata de caça às bruxas, nem de queda-de braço. Temos que acabar com os vícios na fundação, como como trabalhar só por horas-extras", avaliou. O presidente da Febem falou à imprensa 30 minutos depois que um grupo de pessoas se manifestou contra a situação na Febem, gritando palavras de ordem para o governador Geraldo Alckmin e o secretário da Educação, Gabriel Chalita, no início do desfile de 7 de Setembro, no sambódromo do Anhembi. Chalita que passou a responder pela Febem em janeiro, nomeou o promotor Oliveira para a presidência da fundação.

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