Febem promete punir culpados pela morte de funcionário

O presidente da Febem, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, lamentou na noite desta quarta-feira a morte do funcionário da unidade de Franco da Rocha, Rogério Rosa, por menores rebelados. ?Vamos dar toda a assistência para a família do nosso funcionário?, afirmou. Segundo ele, com seis mil internos nas unidades da instituição é difícil impedir episódios de violência. ?Combatemos todos os atos de violência que identificamos.? Ele disse que Rosa foi feito refém com outros três funcionários na ala G da Febem de Franco da Rocha. Ferido, provavelmente por uma ?naipa? ? arma improvisada com ferro das camas de concreto ? o funcionário demorou a ser atendido porque os adolescentes impediram a entrada do Corpo de Bombeiros e foi preciso a ação da polícia.Segundo Costa, havia 44 adolescentes na ala G no momento em que os funcionários foram feitos reféns. Do grupo, 20 são adolescentes maiores de 18 anos que serão encaminhados à prisão e autuados em flagrante pelo homicídio do funcionário da unidade. Os outros 24 internos serão encaminhados ao Judiciário. ?Os funcionários podem identificar quem foram os autores, mas todos os que incentivam são co-autores, só agiram pela morte porque estão em grupo?, disse.O presidente da Febem refutou a acusação feita por mães dos internos de que os adolescentes são espancados e permanecem todo o tempo trancados e sem atividades. ?Se estivessem trancados não ocorreria a morte de ninguém. Só isso mostra que é um argumento pueril, tendencioso?, afirmou. Para Costa, quem denuncia torturas na Febem deve identificar os agressores ou apresentar provas para encaminhá-las à Corregedoria. ?Basta das pessoas jogarem a honra da Febem no chão, ou apresentam provas e param de falar bobagem, ou vão ser interpeladas judicialmente.?Segundo o presidente da instituição, desde 9 de janeiro, data em que assumiu o cargo, ele tem tentado dar atividades para os adolescentes, mas disse que cerca de 90% internos se recusam a participar. ?Eles se rebelaram e destruíram uma unidade inteira. Quando eles retornaram tentamos retornar as atividades, mas eles resistiram e em grupo sempre diziam que não iam participar de qualquer atividade, que aquilo era um mico e que o negócio deles é o crime?, disse Costa.

Agencia Estado,

13 de agosto de 2003 | 21h16

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