Fechadas quatro fábricas clandestinas de armas em Alagoas

Uma operação conjunta entre as polícias Militar, Civil e Rodoviária Federal fechou, nesta sexta pela manhã, quatro fábricas clandestinas de armas, em Santana do Ipanema, no Sertão de Alagoas, a 207 quilômetros de Maceió. "As fábricas funcionavam na cidade. Prendemos cerca de 30 pessoas, por porte ilegal de armas e também com drogas. Alguns também são responsáveis por pequenos furtos na região e tráfico de drogas", afirmou o delegado da Polícia Civil, Rosivaldo Vilar. Segundo ele, entre os presos estão os donos de três das quatro fábricas.A operação mobilizou 60 policiais que cumpriram 15 mandados de busca e apreensão nas fábricas clandestinas de armas. De acordo com o delegado Rosivaldo Vilar, que comanda a Delegacia Regional de Santana do Ipanema, os mandados que determinaram a prisão temporária dos criminosos foram expedidos pelo juiz José Galdino, depois de uma investigação iniciada por denúncias dos moradores da cidade. Entre as armas, foram apreendidos três revólveres, uma pistola e várias espingardas, além de munição.Nas fábricas, a polícia prendeu os proprietários de três delas: Dalton Leite Silva, Antônio Souza Dantas e José Soares Neto. Na Delegacia Regional de Santana do Ipanema, eles foram autuados em flagrante por fabricação e venda ilegal de armas, podendo pegar até oito anos de prisão. O outro proprietário que não foi encontrado é conhecido apenas como Quinho. Segundo o delegado Rosivaldo Vilar, como não foi encontrado, Quinho agora é considerado foragido da polícia."Apreendemos todo o material necessário para a fabricação de armas na loja dele e interditamos as outras fábricas. Estamos fazendo uma triagem para fazer os autos de flagrante e continuaremos com a operação", afirmou o delegado Rosivaldo Vilar. "Nós estamos documentando tudo o que foi apreendido para dar prosseguimento com o inquérito policial", afirmou o delegado, acrescentando que a polícia também tem como objetivo saber como e de que forma essas armas eram comercializadas e qual era o público comprador.

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