Fechamento de Cumbica atrasa 63 vôos nesta segunda-feira

Um relatório preliminar da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), divulgado na manhã desta segunda-feira, 26, apontou que 63 vôos foram afetados, até as 10 horas, com o fechamento do aeroporto internacional de Cumbica, em Guarulhos.Entre as 5h25 e 10 horas, cinco vôos foram desviados para o Aeroporto Internacional Antonio Carlos Jobim (Galeão), no Rio de Janeiro, e seis para o Aeroporto de Viracopos, em Campinas. Ao todo, 14 partidas internacionais e 12 domésticas tiveram atrasos, assim como 11 chegadas internacionais e 15 domésticas. Os atrasos, segundo a Infraero, foram de uma a duas horas. A previsão seria de que até o meio da tarde desta segunda, os vôos estariam normalizados.Este foi o terceiro dia consecutivo em que o aeroporto é obrigado a fechar por causa de problemas em um equipamento que possibilita as chamadas operações por instrumentos. Dez vôos foram desviados nesta manhã. Quatro deles foram para o Galeão, no Rio, e seis deles para Viracopos, em Campinas. No Rio, o Aeroporto Tom Jobim (Galeão), na Ilha do Governador, 12 vôos que deveriam partir e chegar de São Paulo, estariam atrasados. Quatro eram partidas e oito chegadas. Já os vôos que chegariam de Fortaleza, Natal, São Paulo, Belém, Recife,Porto Seguro e Buenos Aires, não teriam pousado no horário. Alguns deles teriam mais de uma hora de atraso. No Aeroporto Santos Dumont, no Centro, a situação é tranqüila e não houve registro de atrasos nesta manhã. Ultimato na aviaçãoO ministro da Defesa, Waldir Pires, mandou no domingo, 25, a Infraero investigar as causas dos problemas no equipamento de auxílio de pousos de avião que resultaram no fechamento do aeroporto por várias horas. Em conversa com o presidente da estatal, brigadeiro José Carlos Pereira, o ministro recomendou a punição dos responsáveis pelas falhas no sistema. As penalidades vão da advertência à demissão "exemplar".O presidente da Infraero entregará nesta segunda-feira, às 10 horas, um relatório preliminar ao ministro sobre a paralisação do aeroporto. O relatório levou em conta informações levantadas neste domingo mesmo por técnicos enviados a Guarulhos. Já a sindicância pedida por Waldir Pires, que vai ouvir funcionários das áreas de operação e manutenção do sistema, deverá ser concluída em três dias. "O ministro pediu uma investigação rápida e rigorosa", relatou o brigadeiro José Carlos Pereira. "A investigação será feita com rapidez, mas com muito cuidado para não cometermos injustiça."A assessoria do ministro divulgou no início da tarde do domingo uma carta enviada à Infraero para cobrar punição dos responsáveis pelo caos no aeroporto. No documento, Waldir Pires diz ter sido informado pelo Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea (CGNA) que, se o equipamento estivesse em uso, não teria ocorrido a suspensão dos pousos em Guarulhos de 2 horas às 8h30 de sábado. A paralisação atrasou 102 vôos, segundo assessores da Defesa. "Os responsáveis, identificados, deverão ser afastados e submetidos ao processo administrativo", determinou o ministro, que está fragilizado no cargo.Cumbica fechou por cinco horas e meia no sábado e três horas no domingo em decorrência de um problema no sistema de auxílio de pousos chamado ILS, de categoria 2 (as categorias vão de 1 a 3 e levam em conta a visibilidade). O equipamento de Cumbica foi danificado há dez dias por um raio e, mesmo depois de ser recuperado, não voltou a entrar em funcionamento. A entrada em operação do sistema dependia de um teste com um avião da Força Aérea Brasileira.

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