Fenômeno ainda gera dúvidas

Somente no decorrer da próxima semana é o Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgará uma avaliação sobre o fenômeno meteorológico ocorrido em Santa Catarina e classificado inicialmente pelo órgão como um ciclone extratropical."O fenômeno começou com características conhecidas de um um ciclone extratropical, mas se desenvolveu com aspectos de um ciclone tropical (furacão), como o olho no centro e a distribuição nebulosidade", comentou o coordenador do Grupo de Previsão do Tempo do CPTEC, Gustavo Escobar. "É preciso um estudo mais detalhado para se chegar a uma conclusão", disse.Até ontem, os técnicos do Inpe sustentavam que a ocorrência não era um furacão e ofereciam as seguintes explicações para bancar que se tratava de um ciclone tropical: "Um furacão tem características diferentes de um ciclone extratropical. A principal diferença é que o centro do furacão é quente e o do ciclone extratropical é frio. Um furacão forma-se sobre águas quentes e o ciclone extratropical pode-se formar sobre águas bem mais frias. As nuvens nas proximidades do centro do furacão são nuvens cumulonimbus, ou seja, nuvens de tempestade que chegam a atingir 15 ou mais km de altura. No centro do ciclone extratropical as nuvens são mais baixas, com apenas algumas nuvens chegando a 10 km de altura", explicava o órgão. "Uma outra diferença é a intensidade dos ventos que tem o dobro da velocidade, pelo menos, num furacão quando comparado com o ciclone extratropical que ocorre nessas latitudes de 20 a 30 graus do equador".Ciclone mata 1 e deixa mais de 100 desabrigados no Sul

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