Ferido na Av. 9 de Julho morre

Advogado caiu em emboscada feita por duas mulheres

, O Estadao de S.Paulo

16 de dezembro de 2008 | 00h00

O advogado Railton de Oliveira Cruz, de 39 anos, morreu domingo à tarde no Hospital das Clínicas (HC) de Suzano, na Grande São Paulo, onde estava internado em coma na Unidade de Terapia Intensiva. Segundo amigos e parentes, sua morte cerebral já havia sido confirmada pelos médicos.Cruz dirigia o Corolla de seu amigo pela Avenida 9 de Julho, região central de São Paulo, quando caiu em uma emboscada promovida por duas mulheres: uma loira e outra morena, em 3 de outubro. As duas simularam que queriam carona e fizeram com que o advogado estacionasse próximo de um posto de gasolina. Segundo informou a Polícia Civil na época, quando Cruz desceu do veículo, um homem armado tentou dominá-lo para roubar o carro.Cruz levou três tiros e o amigo dele, que estava dentro do carro, conseguiu escapar. A polícia informou ontem que o assassino foi preso. Trata-se de Fábio de Almeida. Já as duas mulheres usadas como iscas tiveram o pedido de prisão preventiva negado e estão soltas. Elas são moradoras do Jardim Ângela, na zona sul da capital.Amigos de Cruz contaram que ele morava em São José dos Campos, no interior paulista, e pretendia se casar no próximo ano. Outro sonho do advogado era abrir um escritório em São Paulo. Por isso, vinha com freqüência à capital. No dia do crime, ele voltava de uma casa noturna na Rua Augusta, na região central de São Paulo. O caso foi registrado no 78 º Distrito Policial (Jardins) e toda a ação foi gravada por câmeras de prédio vizinhos, que ajudaram na captura do criminoso. ORIENTAÇÃO POLICIALA polícia tem uma série de recomendações para evitar abordagens criminosas como as que resultam em latrocínio (veja mais casos ao lado). A primeira é para que as vítimas de assaltos em semáforos nunca tirem o cinto de segurança ou apanhem a carteira sem avisar o criminoso sobre seu ato. Um movimento brusco pode levar o assaltante a atirar.Antes de parar o carro para entrar em casa, a polícia também orienta que se observe a movimentação da rua. Se houver suspeitos, é recomendável dar voltas pelo quarteirão e esperar. Qualquer que seja o caso, nunca se deve tentar fugir ou reagir ao assalto.CASOS SEM SOLUÇÃOPaulo Augusto Cheidde: O ex-jogador de basquete foi assassinado no dia 19 de junho deste ano, durante assalto quando chegava de carro em sua casa, em São Bernardo, no ABC paulista. O bandido atirou quando Cheidde foi pegar a carteira. Os dois bandidos ainda não foram presosJean Kountouriotis: O representante de vendas de 45 anos foi morto por ladrões na Avenida Sumaré, Perdizes, ao sair da agência da Caixa Econômica Federal, onde havia sacado R$ 7 mil, em 28 de agosto. Não houve prisãoValéria Hernandes Bueno: A dona de casa de 43 anos foi morta a tiros numa tentativa de roubo em semáforo no Butantã, em 10 de setembro. Ninguém foi presoNivaldo Aparecido Malta: O empresário morreu com tiro na cabeça ao se recusar a entregar R$ 5 mil que havia sacado de banco, em 16 de setembro. Autor do disparo está livreVinícius Garcia Alcatrão: O rapaz de 22 anos é assassinado com dois tiros na cabeça minutos depois de sacar R$ 4 mil em um banco na zona norte, em 14 de outubro. O autor do crime fugiuRenata Novaes Pinto: A psicóloga de 43 anos da Unifesp foi executada na porta de casa, na Vila Madalena, em 6 de novembro. A polícia investiga as hipóteses de crime encomendado ou latrocínio. Autoria segue desconhecida Nadir Oyakawa: A médica de 54 anos foi morta, no sábado, na porta da casa da irmã, em Rio Pequeno, na zona oeste. Até ontem, ninguém havia sido preso

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.