Ferraz pagava propina semanal para seccional

Um inquérito instaurado por determinação do delegado Carlos José Ramos da Silva, então seccional de Mogi das Cruzes, tornou-se uma forma de policiais achacarem outros policiais. Essa é a suspeita dos promotores do Gaeco de Guarulhos. Policiais da Delegacia Seccional de Mogi das Cruzes estariam recebendo R$ 1,5 mil por semana de seus colegas e subordinados da Ciretran de Ferraz de Vasconcelos para que a apuração de irregularidades naquele órgão não desse em nada. A descoberta foi feita depois que os promotores encontraram documentos na casa do investigador Aparecido da Silva Santos, o Cido, um dos presos na Operação Carta Branca, que indicavam os pagamentos para IP/SEC. Agora, os promotores localizaram o inquérito e já constataram que os funcionários da Ciretran foram ouvidos de tal forma que nenhum ilícito seria comprovado pelo inquérito. A falta de rigor no inquérito chamou a atenção dos promotores. Para eles, o inquérito da seccional se transformou em uma espécie de ameaça contornada pelos pagamentos de propina.

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