Ferroviários do Rio decidem manter greve, mas trens circulam

TRT pede 60% dos funcionários trabalhando nos horários de pico e 40% nos períodos de menor movimento

Agência Brasil,

14 de abril de 2009 | 03h58

 A confusão no sistema de trens do Rio causada, na segunda-feira. 1, parte dos ferroviários pode se repetir nesta terça-feira (14). Os funcionários da Supervia decidiram, em assembleia geral realizada à noite, permanecer paralisados.

 

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Eles reivindicam melhores condições para trabalhar e transportar os passageiros. Alegam que falta segurança, com manutenção precária dos trens, que são inclusive obrigados a circularem de portas abertas. Elas são forçadas pelos passageiros, que reclamam do calor dentro dos vagões.

 

O presidente do Sindicato dos Ferroviários, Valmir Índio Lemos, disse que os trens só funcionaram hoje porque a empresa está utilizando pessoal com pouca capacidade, alguns até doentes. Segundo o sindicalista, a adesão à greve aumentou e além de reivindicarem maior segurança, também querem que a empresa cancele as demissões de nove maquinistas feitas na última semana.

 

Apesar de garantir que a paralisação continua, Índio disse que o sindicato vai acatar a determinação liminar do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de que pelo menos 60% dos funcionários trabalhem nos horários de pico e 40% nos períodos de menor movimento.

 

"O sindicato respeita a posição do tribunal. Mas nós precisamos que a Supervia mande a escala, para podermos equacionar os companheiros dentro dela, o que ainda não aconteceu", disse Índio.

 

A Supervia informou que, nesta terça-feira, vai adotar o mesmo sistema emergencial, garantindo o funcionamento dos ramais de Japeri, Santa Cruz, Deodoro, Belford Roxo e Saracuruna, mas com intervalos maiores entre as partidas. Só as linhas auxiliares de Paracambi e Inhomirim não têm garantia de funcionamento.

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