Evelson de Freitas/AE-7/5/2010
Evelson de Freitas/AE-7/5/2010

FHC é opção de Serra para dirigir tucanos

Ex-presidente da República conta com o apoio do grupo do ex-governador, mas resiste à ideia

Julia Duailibi, O Estado de S.Paulo

21 Abril 2011 | 00h00

A cerca de um mês da eleição para a escolha do presidente nacional do PSDB, aliados do ex-governador José Serra começaram a se movimentar para convencer o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso a ocupar o cargo.

A movimentação vai na contramão do que o senador mineiro Aécio Neves tem articulado: a recondução do atual presidente, o deputado Sérgio Guerra (PE). O nome do novo presidente tucano será referendado durante a convenção do partido, que será no fim do mês que vem.

Nos últimos dias, parlamentares ligados a Serra levaram a sugestão a FHC, que resiste à ideia. A ponderação do ex-presidente tem sido basicamente a mesma: com quase 80 anos, não quer mais se envolver nos impasses da política interna partidária.

Nesta semana, FHC deu indícios de que não pretende abraçar a causa. Após reunião no seu instituto, o iFHC, foi questionado sobre o racha no PSDB municipal. Expôs o que tem dito reservadamente: "Não sei nada a respeito. Olha, vou fazer 80 anos, já não acompanho, há tempos, o dia a dia da vida partidária".

A ideia de lançar FHC é uma tentativa do grupo de Serra de aumentar a influência na cúpula do partido - os serristas veem o projeto de recondução de Guerra como, praticamente, a confirmação de que o senador será o candidato a presidente em 2014.

O projeto também ganhou força após naufragar a proposta de formar um conselho político, do qual Serra participaria. Mas a ideia minguou depois que os governadores reivindicaram espaço no conselho. Inicialmente, o órgão seria composto por cinco tucanos: FHC, Serra, Aécio, Guerra e o ex-senador Tasso Jereissati. Para os serristas, com mais de cinco integrantes, o órgão se torna muito grande e, portanto, pouco eficiente.

Apesar das negativas de FHC, serristas avaliam que o embate verbal recente com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é indício de que haveria disposição para o enfrentamento político e também para as causas partidárias.

Aliados do ex-governador passaram a resistir ao nome de Guerra depois que um abaixo-assinado a favor de sua reeleição, articulado com o apoio de Aécio, foi proposto para os deputados tucanos em janeiro. O episódio, visto como traição por serristas, levou ao rompimento entre Guerra e Serra. Apenas recentemente os dois voltaram a conversar.

Depois do racha no PSDB paulistano nesta semana, quando seis vereadores anunciaram a saída do partido, a cúpula tucana também começou a costurar a eleição do diretório estadual paulista.

O governador Geraldo Alckmin quer o deputado estadual Pedro Tobias na presidência. Mas não há consenso em torno do nome para a secretaria-geral do partido. / COLABOROU GABRIEL MANZANO

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