Jose Patricio/AE
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FHC lamenta racha tucano e não descarta fusão com DEM

Ex-presidente admite que ''existem propostas'' para criar PSDB/Democratas e faz apelo à unidade e coesão de oposicionistas

Gabriel Manzano, O Estado de S.Paulo

27 Abril 2011 | 00h00

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso admitiu ontem que "existem propostas" em andamento para a fusão entre o PSDB e o DEM, mas acrescentou que não sabe "qual a tendência, se vai ou não ser feita" essa fusão. Foi o primeiro dirigente importante, entre os tucanos, a tocar no assunto sem descartar automaticamente a ideia.

A frase foi dita durante debate realizado no Instituto FHC sobre a situação política na Venezuela, da qual participaram vários líderes da oposição ao governo Hugo Chávez.

As propostas sobre fusão, segundo o ex-presidente, têm "aspectos delicados". Para ele, "mais importante é manter a coesão dos partidos". A propósito, considerou "lamentável" a saída do secretário Walter Feldman do PSDB e fez um "apelo à unidade" entre os oposicionistas. "Ninguém pode pregar a democracia se não a praticar internamente", disse ainda. Condenou o que chama de "falta de aceitação da diversidade" (na oposição) e afirmou: "Divergências entre pessoas são normais, o que não é normal é a ruptura".

"É lamentável a saída de qualquer pessoa, sobretudo uma pessoa importante", avaliou, sem mencionar nomes. "Dentro de um partido é preciso se aprender a conviver com a diversidade, tem de haver pluralidade interna". E repetiu seu apelo à união: "Faço até um apelo ao partido: temos de nos esforçar para continuar unidos".

Deu como exemplo o grupo de palestrantes venezuelanos, entre os quais a deputada Maria Corina Machado. "Me surpreendeu a convicção deles", observou. Sobre as relações de seu governo com Hugo Chávez, afirmou que "poderia ter sido um pouco mais efetivo". Mas lembrou que Chávez "era mais manso" na época. / COLABOROU GUILHERME RUSSO

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