Fiesp adota Trianon e resgata o projeto inicial

Parque terá calçada ecológica e nova sinalização; banco genético permitirá replantio de mudas

Aline Nunes, O Estadao de S.Paulo

07 de junho de 2008 | 00h00

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) assinou uma parceria com a Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente e adotou o Parque Trianon, na Avenida Paulista. Com apoio da organização não-governamental (ONG) Comitê do Trianon, será retomado o projeto de fundação e a perspectativa é de que a área entre em definitivo para o circuito turístico da capital.Ontem pela manhã, um grupo de quase mil pessoas se reuniu em torno do Trianon, para comemorar a assinatura do convênio. A proposta é de reestruturação visual, com placas de sinalização e calçadas ecológicas. Fundado em 1892 e projetado pelo paisagista francês Paul Villon, o parque - entre a Rua Peixoto Gomide, Avenida Paulista, Alamedas Casa Branca, Santos e Jaú -, foi planejado como um espaço para encontros familiares. Mas hoje é freqüentado por mendigos."De início, vamos fazer o local despertar a atenção dos turistas e moradores da cidade. A instalação de uma calçada ecológica, repleta de flores da espécie maria-sem-vergonha (com cores variadas) será o primeiro passo", diz a integrante do conselho gestor do parque e idealizadora do projeto levado à Fiesp, Katy Cordan.No local, já estão sendo distribuídos mapas com dados da história do Trianon. Informações como o histórico das árvores e dados dos monumentos completam o material gráfico. "Nas próximas semanas, esses mapas também estarão disponíveis nas redes de hotéis da Avenida Paulista. Nos meses seguintes, a divulgação ocorrerá em toda a Grande São Paulo", completa Katy. Os valores do investimento ainda estão sendo estudados, mas a federação promete que a obra atenderá a todas as carências. "A Fiesp acabou de promover a décima semana do meio ambiente. Dentro das nossas metas, está a criação de subsídios de uma linha política em prol do desenvolvimento sustentável", diz o vice-presidente da federação e diretor de Meio Ambiente, Nelson Pereira dos Reis. MUDASAo contrário do que determina o regulamento interno atual do parque, nos próximos meses ele ficará à disposição de escolas para a visitação. "Abrir para aulas práticas será o nosso primeiro passo dentro da iniciativa de educação ambiental. Postos de reciclagem também vão compor esse conjunto educacional", adianta Katy Cordan.Aproveitando a rica fauna e a flora do espaço, o projeto ainda prevê a criação de um banco genético, por meio do qual mudas de plantas serão transportadas para outros parques da capital e replantadas. "Os primeiros passos do projeto já serão dados nas próximas semanas", afirma Reis.

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