Hélvio Romero/AE - 19/08/2010
Hélvio Romero/AE - 19/08/2010

Filas por visto dos EUA vão continuar

Medidas anunciadas são insuficientes para acabar com meses de espera em São Paulo

Nataly Costa, O Estado de S.Paulo

20 Janeiro 2012 | 23h00

SÃO PAULO - As medidas para facilitar a emissão de visto americano para brasileiros, anunciadas na quinta-feira pelo presidente Barack Obama, serão insuficientes para acabar com os meses de espera e as longas filas nos consulados. A maioria dos interessados por vistos ainda terá de ir pessoalmente aos consulados, mesmo que não necessite fazer entrevista.

Quem for liberado da entrevista - como pode ocorrer em caso de renovação - precisará passar por todos os trâmites de agendamento, entrega de documentação e coleta de digitais.

O governo americano deve anunciar nos próximos dias os grupos específicos de pessoas que poderão pedir dispensa da entrevista. Anteontem, Obama sinalizou que "idosos e crianças" podem entrar nesse grupo. Hoje, porém, já há duas faixas etárias que não precisam comparecer ao consulado. São os menores de 14 anos e os maiores de 80 - que, mesmo assim, precisam mandar os pais ou parentes próximos com toda a documentação para enfrentar a fila. A expectativa é de que essas duas faixas etárias sejam estendidas.

Outra convenção que já existe nos consulados é a de isentar da entrevista pessoas que vão renovar o visto vencido há menos de um ano. Pelo discurso do presidente Obama de abolir a entrevista para "certos indivíduos que precisem renovar vistos", o consulado em São Paulo espera que a isenção seja prolongada para além do prazo de um ano de vencimento do visto.

O gargalo dos postos de atendimento dos consulados, porém, não deve melhorar. A Embaixada dos Estados Unidos não tem previsão para curto ou médio prazo de abrir novos postos para desafogar os quatro existentes em todo o Brasil: São Paulo, Rio, Brasília e Recife. "Não podemos esquecer de que temos outro problema que começa bem antes do visto: o da emissão de passaportes", comenta o diretor de Assuntos Internacionais da Associação Brasileira de Viagens (Abav), Leonel Rossi Júnior.

Mutirão. Esforços pontuais estão sendo feitos para dar conta da demanda recorde. No ano passado, foram processados 944.868 vistos no Brasil, um aumento de 51% em relação a 2010. O Departamento de Estado americano chegou a mandar 60 funcionários extras para trabalhar temporariamente no setor de entrevistas dos consulados.

Neste ano, espera-se que venham mais 50 pessoas, desta vez em definitivo, divididas entre os quatro postos no Brasil. O consulado de Brasília também passa por reforma para duplicar o tamanho da sala de espera e aumentar os guichês de entrevista.

O consulado de São Paulo faz hoje uma força-tarefa para atender 2,1 mil pessoas - até abril, mais 12 mutirões vão ocorrer em todas as cidades.

Na sexta, São Paulo liderava a espera para entrevista do visto: 76 dias. Apesar de concentrar os pedidos de todo o Nordeste, Recife era a cidade com atendimento mais rápido: 4 dias.

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