Filha de empresário morto no Rio pede justiça

O corpo do advogado e empresário, Cláudio Lins, foi enterrado no fim da tarde de hoje no Cemitério São João Batista, em Botafogo, zona sul. Estiveram presentes ao funeral figuras conhecidas da alta sociedade carioca como Vera Loyola e Narcisa Tamborindeguy e atrizes globais como Mila Moreira, Maria Zilda Betelhem e Betty Faria, além da modelo Vanessa de Oliveira e das jornalistas Danuza Leão e Leila Richards. Abalada, a viúva Madeleine Saade não falou com a imprensa.Depois do enterro, a filha única de Lins, Maria Bárbara Lins, de 26 anos, fez um desabafo, negando que seu pai tivesse qualquer dívida com o ex-caseiro, a quem qualificou como problemático e agressivo. Ela, que não estava em Búzios quando o crime aconteceu, disse que Lins era um homem genioso e de temperamento forte, mas incapaz de "fazer mal a uma mosca". "Esse sujeito (o ex-caseiro) é um louco, cercado de pessoas loucas. É claro que ele vai inventar uma história que o exima de culpa. Meu pai não devia nada a ele".Bárbara disse ainda que Soares fazia ligações para serviços de tele-sexo a partir do telefone do advogado e que, pelo seu comportamento, acreditava que algo de grave poderia acontecer. "O que eu sei é que ele já dava problemas, tinha atitudes que deixavam no ar que coisas ruins poderiam acontecer". Bárbara pede que seja feita justiça. "Se meu pai tivesse feito alguma coisa contra ele e ele tivesse morrido, meu pai teria que pagar. Espero que investiguem com o apreço que ele merece".Para ela, Lins jamais agrediria o ex-caseiro por causa de uma dívida trabalhista. "De quanto seria essa dívida, para meu pai perder a cabeça? Se houvesse, seria um valor irrisório para o meu pai". Bárbara disse desconhecer se o pai andava armado. "Se andasse, seria por medo. Ele foi mais uma vítima do paradoxo social em que vivemos. Esse homem tem que pagar".

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