Filha de ganhador da Mega Sena confirma ter sido ameaçada

O advogado Marcus Rangoni, que representa Renata Senna, filha do ganhador da Mega-Sena assassinado Renné Senna, confirmou neste domingo que sua cliente recebeu ameaças de morte no ano passado, conforme depoimento dado à polícia por uma nova testemunha no caso. Mas disse que Renata suspeita que a viúva de Senna, Adriana Almeida, tenha sido a autora das ameaças. A defesa de Adriana sustenta que o crime tenha sido praticado por um irmão do milionário, Miguel Senna. "Minha cliente está sendo acusada sem provas, enquanto existem provas em relação a outras pessoas", disse o advogado de Adriana, Alexandre Durmans, em referência ao depoimento de um advogado identificado apenas como Augusto, que se apresentou espontaneamente à polícia no sábado. Augusto disse que foi procurado por Renata, que teria lhe contado que foi ameaçada pelo tio Miguel. A estratégia da defesa de Adriana, agora será mostrar supostas divergências entre a família de Senna por causa do prêmio da loteria. "Isso não existe. Renata e Miguel se dão muito bem", rebateu Rangoni. Segundo ele, Renata o procurou em julho de 2005, assustada depois de receber uma ameaça de morte por telefone. Rangoni diz que uma mulher teria ligado para Renata e disse que a mataria "com ou sem advogado". "Esse relato está no depoimento prestado por ela à polícia em Rio Bonito, logo após a morte do pai", afirmou o advogado. Em sua versão, Adriana estaria se sentindo ameaçada pelas suspeitas de Renata com relação ao bem estar de seu pai. Rangoni, que vai atuar como assistente de acusação quando o caso for a julgamento, sustenta que Adriana é mesmo a mentora do assassinato de Senna. "Há 18 testemunhas no processo que acusam a Adriana", aponta. Investigação O delegado responsável pelo caso, Roberto Cardoso, dedicou o fim de semana a uma reavaliação dos indícios apresentados até o momento, como os 600 CDs com gravações telefônicas, e deve tomar novos depoimentos no decorrer da semana, informou a Chefia de Polícia Civil. A defesa de Adriana, por sua vez, trabalha nos argumentos que vai apresentar durante o julgamento do mérito do pedido de habeas corpus da viúva do milionário, que está presa desde terça-feira na carceragem feminina da Polinter, em São Gonçalo, região metropolitana do Rio. Na sexta-feira, a Justiça negou um pedido de liminar para que Adriana fosse liberada. Enquanto isso, a defesa busca por novos fatos que retirem o foco das investigações de cima de sua cliente.

Agencia Estado,

04 Fevereiro 2007 | 19h07

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