Filha de grávida baleada nasce com perfeita saúde no PR

Jovem de 22 anos foi atingida durante um assalto há três meses; bala ficou alojada no abdômen

Julio Cesar Lima, especial para o Estadão,

20 de agosto de 2007 | 19h01

O nascimento de Angelina Patrícia da Silva nesta segunda-feira, 20, na maternidade do Hospital Evangélico, em Curitiba, trouxe a alegria de volta à família de Patrícia Cabral da Silva, 22 anos, após três meses de tensão e ansiedade. A jovem foi baleada no dia 16 de maio durante um assalto a um posto de gasolina, na capital paranaense, em seu sexto mês de gravidez e desde então ficou com o projétil alojado em seu abdômen. A criança nasceu por meio de uma cesariana com 3,4 quilos e em perfeita situação de saúde. O médico Augusto Fernando Beduschi, chefe da obstetrícia do hospital e responsável pelo parto, disse que a opção pela cesariana foi necessária para que se avaliasse a situação clínica de Patrícia. "Poderia ter sido um parto normal, mas com a cesariana pudemos fazer um inventário da cavidade abdominal e avaliar a necessidade ou não de uma cirurgia", disse. O parto demorou 60 minutos com as equipes de obstetrícia, pediatria e de cirurgia, sem a necessidade de retirada do projétil. Com 40 anos de profissão, Beduschi disse que casos como o de Patrícia são raros. "A bala atingiu o abdômen e se alojou atrás do intestino. Naquela época o útero ocupava 80% da região e não foi atingido, levando muita sorte", afirmou. A mãe de Patrícia, Otília Cabral da Silva, conta que a primeira frase de sua filha após o parto foi "Deus vive. Eu vivo", o que a emocionou ainda mais. "Desde que ela sofreu o acidente ficamos muito ansiosos, ela sentia dores e isso nos preocupava, mas ao mesmo tempo nunca deixamos de pensar de forma positiva", disse. Moradora no Jardim Califórnia, em Araucária (Região Metropolitana de Curitiba), Patrícia tem outra filha, Ana Patrícia da Silva, de cinco anos, e iria cursar uma faculdade na época do incidente. "Felizmente deu tudo certo e agora ela poderá continuar a fazer suas coisas", afirmou Otília.

Tudo o que sabemos sobre:
Grávida baleada

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.