Marcelo Carnaval/Agência O Globo
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Filha de vítima de sequestro a ônibus no Rio critica ação policial

'Se a polícia não tivesse atirado, ela estaria em casa', diz; criminosos não dispararam, diz testemunha

Pedro Dantas e Tiago Rogero, O Estado de S.Paulo

10 Agosto 2011 | 09h53

RIO - A filha da passageira Eliza Pereira, de 46 anos, baleada na noite de ontem durante o sequestro ao ônibus na Avenida Presidente Vargas, no Centro do Rio, criticou na manhã desta quarta-feira, 10. A mãe dela permanece internada no

Centro de Tratamento Intensivo (CTI)

do hospital municipal Souza Aguiar, no Centro, em estado gravíssimo.

 

"O comandante disse que a ação da polícia foi boa porque só cinco pessoas ficaram feridas, mas entre elas está minha mãe, em estado gravíssimo segundo os médicos. Se a polícia não tivesse atirado, a esta hora ela estaria em casa", disse Tammy Pereira.

 

Os médicos disseram a ela que Eliza foi baleada no tórax e o projétil perfurou o pulmão. Ela também sofreu fraturas em uma costela e em uma das clavículas. Desde a noite de ontem, a vítima sofre de intensa hemorragia e necessita da doação de sangue do tipo A-.

 

Outros dois feridos durante o sequestro estão internados no mesmo hospital. Alcir Pereira de Carvalho, de 56 amos, que levou um tiro no pescoço, está em observação na enfermaria da unidade. Ele não era um dos passageiros do ônibus, mas foi atingido quando passava pelo local do assalto, dentro de um carro.

 

Fabiana Gomes da Silva, de 30 anos, que levou um tiro na coxa esquerda, também está em observação, na enfermaria da unidade. O estado de ambos é considerado estável, mas não há previsão de alta.

 

Josuel dos Santos Messias, de 42 anos, atingido de raspão na perna, recebeu alta ainda ontem. Um policial militar, que também foi atingido, está internado no hospital da corporação, no Estácio. Seu nome e estado de saúde ainda não foram divulgados.

 

Atualizado às 11h01

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