Filho adotivo é acusado de assassinato de aposentada

A aposentada Terezinha Gonçalves Cosso, de 76 anos, foi morta, no início da noite de sábado, a facadas, no sobrado onde morava, no Parque Edu Chaves, na zona norte da capital.O principal suspeito do crime, segundo a polícia, é o filho adotivo da aposentada, Rogério Cosso, de 31 anos, que estava internado havia dois meses com quadro de esquizofrenia e havia sido liberado pelos médicos para passar o carnaval com a família. Após o crime, o paciente foi reencaminhado por parentes ao Hospital do Mandaqui, também na zona norte.A polícia encontrou, por volta das 19 horas, a aposentada morta no andar superior do sobrado onde ela morava, na Rua Doutor Antônio Mazzilli Filho. A vítima levou seis golpes de faca na região da barriga e tinha marcas de mãos no pescoço, o que evidencia que ela também foi sufocada pelo criminoso. No térreo da casa, estava o filho adotivo da aposentada, inconsciente e deitado em um sofá. Ao lado dele, havia uma caixa de comprimidos tarja preta vazia, segundo a polícia. O caso foi registrado como homicídio qualificado no 73º DP (Jaçanã).Uma das filhas da vítima chegou à casa para visitar a mãe e viu o irmão caído no chão da sala. As portas estavam fechadas e ela acionou a PM. A casa da vítima não tinha sinais de arrombamento.Segundo uma das irmãs do suspeito, ele já havia agredido a mãe adotiva outras vezes e chegou a tentar colocar fogo na casa onde moravam há cerca de quatro meses, antes de ser internado. A própria irmã contou em depoimento ter sido agredida pelo irmão "diversas vezes".A decisão de liberar o paciente para passar o carnaval em casa partiu de uma equipe médica do Hospital do Mandaqui e teve o consentimento da família, segundo informou a unidade. Devido ao quadro de esquizofrenia, o suspeito pode ser considerado inimputável pela Justiça.Um novo laudo médico sobre as condições clínicas de Cosso deverá ser enviado à polícia nos próximos dez dias.

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