TJ-RS/Divulgação
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Filho é condenado a 28 anos de prisão por matar a mãe e esconder corpo em armário cimentado

Ele foi condenado pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e meio cruel, além de ocultação de cadáver e posse de arma no interior da residência 

Luciano Nagel, O Estado de S.Paulo

20 Novembro 2018 | 10h02

PORTO ALEGRE - Ricardo Jardim, de 59 anos, foi condenado a 28 anos de prisão em regime fechado, nesta segunda-feira, 19, por matar e concretar em um armário a própria mãe, Vilma Jardim, de 74 anos.

A sentença judicial foi expedida por volta das 20h, de segunda-feira, pela juíza Karen Luise Vilanova Batista de Souza Pinheiro. A sessão ocorreu na 1ª Vara do Júri do Foro Central de Porto Alegre (RS). Ricardo Jardim foi condenado pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e meio cruel, além de ocultação de cadáver e posse de arma no interior da residência. 

O julgamento teve início às 10h da manhã e contou com o depoimento da médica legista Liliane Borges. Ela detalhou ao júri as 13 perfurações que a vítima teve nas áreas do pescoço e da cabeça. "Pelo estado do corpo, ela havia sido morta há, no mínimo, 15 dias", disse a médica. Os irmãos da vítima também prestaram depoimento aos jurados. Na época do crime, o publicitário chegou a confessar o homicídio à polícia, mas em depoimento à Justiça, negou perante o júri.

Segundo a denúncia do Ministério Público, questões econômicas teriam motivado o crime, como um seguro de R$ 400 mil em nome da idosa. Ao condenado, ainda cabe recurso da decisão judicial. 

No dia 29 de maio de 2015, o publicitário Ricardo Jardim foi preso com uma arma e um passaporte em Porto Alegre. Na época, Jardim era suspeito de ter assassinado a própria mãe e concretado o corpo dentro de um armário no apartamento onde morava na capital gaúcha. A polícia acredita que Ricardo pretendia fugir para o exterior. O crime teria ocorrido algumas semanas antes de sua prisão. 

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