Fim da mordaça traz alívio, mas não apaga indignação

Os responsáveis pelos veículos de comunicação censurados pela liminar do Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins acreditam que a remoção da mordaça não diminui a gravidade do episódio. Para eles, a censura, às vésperas do primeiro turno das eleições reduz a informação do eleitor. A medida judicial foi classificada de "absurda" e, segundo eles, removê-la é cumprir os preceitos democráticos.

Lucas de Abreu Maia, O Estado de S.Paulo

28 de setembro de 2010 | 00h00

"Não recebi a suspensão da censura com alegria. A palavra é alívio, por saber que a Constituição foi cumprida", disse Carla Morena, chefe de reportagem da Rede Record do Tocantins.

"A população não aceita mais esse tipo de medida", argumentou Gil Correia, editor da publicação quinzenal A Notícia.

Para Rogério Silva, editor-chefe da TV Anhanguera, a remoção da censura "era o mínimo" esperado. "Ficamos satisfeitos e com a consciência de que isso é inaceitável", afirmou.

Na sexta-feira, o desembargador Liberato Póvoa, do TRE, proibiu 84 veículos de comunicação - entre eles o Estado - de publicar notícias sobre as denúncias de corrupção envolvendo o governador Carlos Gaguim (PMDB). Ele e o procurador-geral do Estado, Haroldo Rastoldo são acusados de integrar suposta organização criminosa de fraudes em licitações.

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