Andre Lessa/AE
Andre Lessa/AE

Fim da pobreza é ''item nº 1'', diz Alckmin

Ao apresentar planos para os próximos 4 anos, tucano destaca erradicação da miséria, projeto que terá parceria com o governo federal

Fernando Gallo, O Estado de S.Paulo

16 Agosto 2011 | 00h00

A exemplo da presidente Dilma Rousseff, que elegeu a erradicação da miséria no País como sua prioridade, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse ontem que acabar com a pobreza extrema no Estado é o "item número 1" dos próximos quatro anos. A declaração foi dada durante apresentação do Plano Plurianual para o período de 2012 a 2015.

Depois de informar que o Estado fará um "volume recorde" de investimentos - R$ 85 bilhões do Tesouro mais R$ 38 bilhões das estatais e de Parcerias Público-Privadas (PPPs), em um total de R$ 118 bilhões - o governador colocou o fim da miséria como "item número 1" das metas.

"Eu destacaria o item 1, a eliminação da extrema pobreza. Vamos trabalhar no sentido da eliminação dela, hoje perto de 1 milhão de pessoas", afirmou o governador.

Alckmin disse que não poderia dar detalhes do programa porque o anúncio será feito em conjunto com o governo federal na quinta-feira, com a presença da presidente Dilma Rousseff. O governador informou, contudo, que o cartão de distribuição de renda, principal ação do plano, será único, estadual e federal.

"Vamos ter o trabalho integrado com o governo federal. Vai ser um cartão só. Vamos ampliar o número de famílias e melhorar o valor. Com isso a gente vai deixar de ter 270 mil famílias abaixo da linha da pobreza", disse.

Na quinta-feira Dilma estará em São Paulo para anunciar a versão Sudeste do Brasil sem Miséria, programa lançado pelo governo federal para retirar da pobreza extrema 16 milhões de brasileiros. No caso paulista, o governo do Estado vai entrar com uma parte dos recursos.

Agenda da família. Indagado se o cartão seria o único instrumento do governo, Alckmin apressou-se em dizer: "Neste programa que estamos fazendo tem tudo. Além do complemento de renda, vamos fazer uma agenda da família. Você tem a porta de saída. Educação, capacitação profissional, microcrédito, política habitacional", afirmou, sem detalhar como será seu funcionamento.

O governador negou que o estabelecimento da erradicação da miséria como meta - o que ocorre pela primeira vez no Estado - seja uma forma de se contrapor ao Brasil sem Miséria. "Nós não temos essa preocupação. Tanto é que quinta-feira nós vamos anunciar um programa conjunto", afirmou.

Atualmente o governo de São Paulo tem dois programas de distribuição de renda, o Renda Cidadã e o Ação Jovem. Ambos funcionam como uma espécie de Bolsa Família e exigem como contrapartida a frequência escolar dos filhos e a vacinação das crianças em dia, por exemplo.

 

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