Fim de ano teve menos atrasos

Apesar da problemas com Gol/Varig, índice foi melhor do que em 2007

Bruno Tavares, O Estadao de S.Paulo

07 de janeiro de 2009 | 00h00

Apesar dos transtornos enfrentados por passageiros da Gol/Varig na semana do Natal, a chamada Operação Feliz 2009 nas aeroportos brasileiros registrou um porcentual de atrasos inferior ao do mesmo período de 2007/2008. Entre os dias 19 de dezembro e 4 de janeiro deste ano, cerca de 20% dos voos programados decolaram ou pousaram com atrasos superiores a 30 minutos. No verão passado, a média ficou em 26%. O levantamento preliminar confirma ainda que a Gol/Varig foi a principal responsável pela melhora inexpressiva do índice geral de atrasos no País.Se os números da companhia deixassem de ser computados, a média nacional de atrasos cairia para cerca de 14%, um dos níveis mais baixos de 2008, atrás apenas de agosto (13,6%), setembro (10,5%) e outubro (12,5%). Os problemas administrativos da empresa começaram em novembro, durante o processo de fusão entre a Gol e a Varig, o que inclui malha aérea, frota de aeronaves, sistemas de check-in e despacho, além de pessoal. Com o aumento natural da demanda nos dias que antecedem as festas de fim de ano, o índice de atrasos ultrapassou os 50%.Em 26 de dezembro, após quase uma semana de caos para passageiros da companhia, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) convocou uma reunião de emergência e fixou datas para que os "problemas gerenciais" identificados - como a não unificação do sistema de check-in e tempo de solo das aeronaves superior ao previsto - fossem solucionados. A integração do sistema de check-in tem de estar pronta até o dia 18. A revisão do tempo gasto nas operações de solo nos aeroportos do Galeão (RJ) e Brasília (DF) deve ser concluída em 26 de janeiro.Embora a diretora presidente da agência tenha ameaçado suspender e até cancelar voos da Gol/Varig, a punição nesses casos é difícil. O Código Brasileiro de Aeronáutica, de 1986, só permite autuações por atrasos acima de 4 horas. Ontem, às 23 horas, o porcentual de atrasos chegou a 50,5% no Galeão, por causa de problemas meteorológicos no Rio. Os índices da Gol e Varig eram os mais elevados - 39,9% e 28,9%, respectivamente.A Gol/Varig informou que continua "acompanhando de perto o problema dos atrasos" e que o cronograma de unificação dos sistemas está sendo cumprido.

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