Fim do caso Erenice fica para depois do 2º turno

Material encontrado em computadores da Casa Civil e do filho da ex-ministra Erenice está sob investigação

Leandro Colon, Tânia Monteiro / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

19 Outubro 2010 | 00h00

O comando da Casa Civil decidiu deixar para depois das eleições o resultado das investigações sobre tráfico de influência e outras irregularidades ocorridas na pasta durante a gestão Erenice Guerra. Ontem, o ministro interino da Casa Civil, Carlos Eduardo Esteve Lima, prorrogou por mais 30 dias.

A conclusão da sindicância só será apresentada após o segundo turno, evitando desgaste o à candidata petista, Dilma Rousseff.

Apesar de Erenice não ser investigada por esta comissão, os computadores da ex-ministra e dos servidores que tiveram seus nomes envolvidos nas denúncias de tráfico de influência foram lacrados para averiguação.

Ontem, a Comissão de Ética Pública da Presidência da República negou, por unanimidade, o pedido de reconsideração da censura ética aplicada a Erenice. Ela foi punida por ter se recusado a apresentar a Declaração Confidencial de Informações (DCI), com dados sobre os bens que possui, parentescos na administração pública e conflitos de interesses, apesar de a comissão ter pedido o documento por três vezes.

Arquivos. A Polícia Federal copiou na sexta-feira os arquivos do computador da ex-ministra Erenice. Os computadores de Israel Guerra na Terracap, de Marco Antônio Oliveira nos Correios e de mais dois assessores da Casa Civil também foram requisitados pela polícia.

Israel, filho de Erenice, é acusado de montar esquema de lobby e cobrança de propina de empresas para favorecê-las dentro do governo. A PF prorrogou por 30 dias o inquérito do caso, investigado em parceria com a procuradora da República Luciana Marcelino Martins.

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