Fiscais da Vigilância Sanitária do Rio são acusados de extorquir comerciantes

Após dois anos de investigações, a Justiça expediu 30 mandados de prisão preventiva para o grupo, que chegava a movimentar R$ 500 mil por mês com propinas

Marcelo Gomes, O Estado de S. Paulo

03 Outubro 2013 | 10h40

RIO - A Polícia Civil e o Ministério Público do Rio realizam nesta quinta-feira, 3, a Operação Parasitas, com o objetivo de desbaratar uma quadrilha instalada na Vigilância Sanitária da Prefeitura do Rio que cobrava propinas de comerciantes para não combater irregularidades ou não aplicar multas desnecessárias. Após dois anos de investigações, a Justiça expediu 30 mandados de prisão preventiva (sendo 20 deles contra fiscais da Vigilância Sanitária) e 52 mandados de busca e apreensão.

As investigações foram iniciadas após denúncia da Secretaria Municipal de Saúde. O bando chegava a movimentar cerca de R$ 500 mil por mês. De acordo com a denúncia do Ministério Público, os fiscais vistoriavam os estabelecimentos e apontavam uma série de irregularidades, fazendo inúmeras exigências. Mesmo depois de cumpridas, novas determinações eram impostas.

Em troca da não interdição das lojas ou da aplicação de pesadas multas, os fiscais da quadrilha cobravam quantias mensais em dinheiro. Os comerciantes lesados também eram orientados a contratar "empresas parceiras" para conseguir a regularização de seus negócios na Vigilância Sanitária.

Os suspeitos foram denunciados pelos crimes de formação de quadrilha, concussão, e falsificação de documentos.

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