Fiscal da lei antifumo é agredido

Dupla abordou cliente que fumava debaixo de toldo, em Araraquara

Claudio Dias, ARARAQUARA, O Estadao de S.Paulo

01 de setembro de 2009 | 00h00

Dois fiscais da Vigilância Sanitária de Araraquara, a 270 quilômetros de São Paulo, foram desacatados e agredidos enquanto faziam uma blitz da lei antifumo em um bar, no bairro Santa Angelina, na noite de sábado. Um cliente que estaria fumando no momento da confusão ficou irritado com a fiscalização e empurrou um agente. O caso foi registrado na delegacia como ameaça, desacato e lesão corporal.Os dois agentes, José Aparecido Crespolini, de 46 anos, e Sandra Regina Morandim, de 39, não quiseram dar entrevista. À polícia, afirmaram que faziam a blitz quando viram um cliente, um motorista de 46 anos, fumando na calçada e embaixo do toldo do bar, o que não é permitido pela lei. Eles foram até o comerciante e pediram para apagar o cigarro. Na volta, o motorista empurrou Crespolini contra a parede.De acordo com o registro policial, o motorista teria tentado chutá-lo no chão. O comerciante Almir Ferreira Berto viu a confusão, mas não sabe dizer como ela começou. "Os fiscais vieram falar comigo e, quando fui verificar o que acontecia, vi a discussão. Achei estranho porque ele é um cliente antigo e estava até com a mulher", diz Berto, que não foi autuado no caso.A agente Sandra ainda teria sido ameaçada pelo motorista e, ao tentar escapar da intimidação, tropeçou e caiu. O motorista não foi encontrado para comentar o caso. O delegado Luiz Armando Goyos Ferreira, do 3º Distrito Policial, confirma que foi aberto inquérito para apurar o fato.O gerente da Vigilância Sanitária, Raphael Dosualdo, afirma que essa foi a primeira ocorrência ligada à blitz na cidade. "A fiscalização tem de continuar e foi uma situação indelicada. Só espero que não aconteça mais." Os dois fiscais fizeram exame de corpo de delito e aguardam a decisão da polícia. Crespolini já voltou ao trabalho. Sandra está afastada do serviço porque bateu a cabeça na queda. Dosualdo quer formar uma parceria com o município para que a Guarda Municipal - que não atua armada - apoie os fiscais em algumas ocasiões. Até agora, Araraquara autuou quatro estabelecimentos comerciais - a maioria bar e por ter clientes fumando em área proibida.

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