Fiscal é morto e empresa de ônibus pára em SP

A primeira paralisação de motoristas e cobradores de ônibus da capital paulista no ano de 2003 está sendo originada não por falta de pagamento ou de benefícios, mas sim pela violência que atinge constantemente a cidade de São Paulo, principalmente na periferia da zona sul. Os cerca de 250 funcionários da empresa de ônibus Transkuba, que atende parte da região, paralisaram suas atividades desde às 4h desta quinta-feira, em protesto pelo assassinato do fiscal Fábio Santos Borges, de 30 anos.Borges foi morto por dois bandidos no ponto final do ônibus da linha 675-A (Pq. Sto. Antônio - Metrô São Judas), na Rua Raimunda Franklin de Mello, no Parque Santo Antônio. Segundo testemunhas, dois homens armados invadiram o ônibus, que já estava estacionado, e foram direto para a catraca, atrás de dinheiro. Ainda não foi divulgado pela polícia se os bandidos conseguiram subtrair algum valor do caixa, mas, no momento em que desciam do coletivo, assustaram-se com o fiscal, que saía da cabine.Borges foi baleado e morreu a caminho do Pronto-socorro Municipal do Campo Limpo, onde morreu. Motoristas e cobradores da Transkuba estão reunidos em frente à garagem, na Rua João Francisco Delmas, nº 117, próximo ao Terminal Capelinha. Nenhum dos carros da empresa sairá às ruas hoje, deixando de operar 14 linhas e atender a bairros como Capelinha, Santo Amaro, Campo Limpo, Terminal Vila Mariana e várias ruas do bairro de Pinheiros, na zona oeste.A morte do fiscal está sendo registrada no 92º Distrito Policial, do Parque Santo Antônio. A São Paulo Transportes (SPTrans) já deu início à operação Paese (Plano de Apoio entre as Empresas em Situação de Emergência). Cinqüenta por cento da frota da Transkuba está sendo substituída por ônibus de outras empresas, sob o monitoramento da SPTrans.

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