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Fiscal eletrônico vai vigiar lotações em SP

A Prefeitura de São Paulo que impedir que os perueiros autorizados a rodar na capital fujam dos itinerários criados pela Prefeitura - e voltem a concorrer com os ônibus nas grandes avenidas da cidade. Com esse objetivo, o secretário municipal dos Transportes, Carlos Zarattini, anunciou que as 5.800 lotações legalizadas deverão instalar o transponder, equipamento eletrônico que permitirá fiscalizar o vaievém dos motoristas. Os que forem "pegos" circulando fora dos trajetos previstos, serão punidos. A idéia é colocar o controle nas peruas em no máximo 45 dias. O sistema será semelhante ao que existe hoje para fiscalizar as linhas de ônibus da capital. Cada veículo da frota em operação - de 9.500 ônibus - tem um transponder. O equipamento funciona como uma "identidade" eletrônica, que é registrada pelos 521 sensores instalados pela empresa Vence (contratada sem licitação) sob o asfalto nas saídas das garagens e nas principais vias da cidade. Eles verificam o cumprimento de viagens, horários e frotas das linhas. Os dados captados são coletados em caixas espalhadas nas calçadas - também chamadas de "postos de controle de veículos". Os dados são enviados à SPTrans (São Paulo Transporte), no máximo em 24 horas. Se constatadas irregularidades, o departamento financeiro da SPTrans é informado e desconta dos consórcios os valores correspondentes às infrações cometidas. No caso das peruas, o sistema funcionará de forma inversa. Caso as peruas passem pelos sensores - o que indicará que estarão em áreas restritas aos ônibus -, os motoristas serão identificados e poderão até ter a licença de circulação cassada. Os motoristas desaprovam a media. Para o presidente do Sindilotação, José Célio dos Santos, os perueiros serão prejudicados. Segundo ele, os itinerários criados pela Prefeitura passam por ruas desertas e sem passeiros - o que força os motoristas a circular em vias mais movimentadas. Para Santos, o novo equipamento os colocará em uma encruzilhada: se descumprirem o itinerário, poderão ser prejudicados em uma nova licitação; se obedecerem, correm o risco de "morrer de fome" . O combate aos perureiros clandestinos e o fim da concorrência com as lotações legalizadas são as reivindicações mais constantes dos empresários do setor de transporte público. O presidente do Transurb, Sergio Pavani, acusa a Prefeitura de não fiscalizar as lotações. Já o presidente da SPTrans infoma que serão gastos R$ 1,5 milhão para instalar e executar a fiscalização eletrônica nos lotações, nos próximos seis meses.

Agencia Estado,

11 de agosto de 2002 | 11h20

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