Fiscal na Lapa é flagrado vendendo e alugando ponto

Ao menos um fiscal da Prefeitura foi flagrado vendendo e alugando pontos ilegais para ambulantes na Lapa, na zona oeste. O valor cobrado por um espaço na calçada era de R$ 3 mil. Para quem queria apenas alugar o ponto, a quantia era de R$ 600. Ainda não se sabe se outros servidores ajudavam no esquema.O flagrante foi feito pela reportagem da Rádio Bandeirantes. A subprefeita da Lapa, Soninha Francine, afirmou que o fiscal foi afastado das funções e vai responder a sindicância administrativa. "Ele será chamado a depor, porque na gravação dá a entender que não fazia isso sozinho e terá de confirmar ou desmentir as informação."Ela admitiu que já havia indícios de que ocorriam irregularidades nessa área e também que a fiscalização do comércio irregular na Lapa "não é eficiente como deveria ser". Disse, ainda, que há três semanas estão sendo realizadas no bairro operações especiais com instituições de fora da região, como agentes da Guarda Civil Metropolitana e da Polícia Militar. "Antes do flagrante já estávamos quebrando as rotinas dos fiscais, colocando-os para patrulhar ruas que não faziam parte do roteiro deles. Se havia esquema com ambulante, o ciclo era quebrado", disse Soninha.25 DE MARÇOOs 74 ambulantes regulares da Rua 25 de Março, retirados pela Prefeitura para a realização de obras na via, vão voltar a trabalhar no local antes do prazo de cem dias estipulado pela administração municipal. O anúncio foi feito ontem pelo secretário de Coordenação das Subprefeituras, Andrea Matarazzo, em audiência na Câmara.A nova data para o retorno deve ser divulgada em até três dias. Matarazzo se comprometeu a analisar os Termos de Permissão de Uso (TPUs) cassados de ambulantes que não receberam boletos para o pagamento da taxa de licença. Como o valor é cobrado pelas subprefeituras e não pela Secretaria de Negócios Jurídicos, os camelôs em débito com o Município não tiveram o direito de parcelar a dívida e perderam seus TPUs.Matarazzo foi questionado também por não ter convocado as Comissões Permanentes de Ambulantes (CPAs) para discutir e acompanhar o recadastramento dos trabalhadores. Ele se prometeu convocar as comissões. Sindicatos, associações de camelôs e oposição podem entrar com representação no Ministério Público pedindo a revisão do recadastramento, caso as promessas feitas ontem não sejam cumpridas.

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