Fiscalização tenta evitar sexo em bailes funks

Os bailes funk da cidade terão fiscalização intensificada a partir de hoje, depois que osecretário municipal de Saúde, Sérgio Arouca, denunciou que menores estão praticandosexo durante as festas.A chamada "Operação Baile Funk" envolverá cerca de 20 policiais da Delegacia deProteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) e 22 comissários do Juizado da Infância eJuventude, que vão percorrer todos os estabelecimentos onde ocorrem os bailes.O secretário de Saúde soube da prática quando uma menina de 14 anos procurou um postode saúde da prefeitura depois de engravidar e contrair o vírus da Aids ao fazer sexonum baile funk. Ela contou, segundo Sérgio Arouca, que muitas meninas têm relaçõessexuais com vários rapazes numa mesma noite, sem usar preservativo. O juiz da 1ª Vara da Infância e Juventude, Siro Darlan, classificou os bailes de"bacanais". "Fiquei chocado quando soube dessa prática, embora incrédulo. É difícilimaginar que se faça sexo num ambiente lotado", disse o juiz, que ressaltou que afiscalização dos bailes já é feita e foi somente reforçada. "No ano passado, fizemos1.730 incursões em bailes. Quando são encontradas irregularidades, como presença demenores e apologia à pornografia, os promotores das festas e donos dosestabelecimentos são autuados." A delegada titular da DPCA, Monique Vidal, disse quejá recebeu informações de que adolescentes engravidaram depois de fazerem sexo embailes da zona norte do Rio e em municípios da Baixada Fluminense. De acordo com adelegada, na maioria dos bailes há venda de bebidas alcóolicas a menores, o que écrime. Caso os policiais constatem tal prática, o responsável pelo baile será presoem flagrante.Para a médica Maria de Fátima Goulart Coutinho, uma das coordenadoras do Programa doAdolescente da secretaria de Saúde, o fato de as jovens estarem mantendo relaçõessexuais promíscuas e sem preservativo não causou espanto. "Não fiquei supresa, apenastriste. As meninas pensam que nada de ruim vai lhes acontecer e assumemcomportamentos de risco", disse. "A mulher tem se desvalorizado muito ultimamente e ofunk é uma amostra disso."

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.