Fita de grávida que teria combinado tiro não foi editada

A fita com suposto diálogo entre a funcionária de um posto de combustível de Curitiba, que foi baleada durante roubo em maio ( quando estava grávida) e um dos acusados do assalto, em que ela assumiria a autoria intelectual do crime, não possui adulteração e nem foi editada, segundo laudo do Instituto de Criminalística do Paraná. Agora, a fita será analisada pelo Instituto Nacional de Criminalística, em Brasília, para identificar se as vozes são realmente de Patrícia Cabral da Silva e Luiz Carlos Cândido. No diálogo, gravado por Cândido, a moça diz que teria tramado o assalto e o tiro para pedir indenização de R$ 150 mil. A bala alojou-se no abdome dela e, por pouco, não atingiu o bebê, que nasceu em agosto. Dos acusados, foram presos Márcio Leandro Resende e Sidimar Tiago Oliveira, que seria o autor do tiro. Cândido está foragido e Patrícia, de 22 anos, foi indiciada quando a fita foi apresentada há cerca de 15 dias.

Evandro Fadel, O Estadao de S.Paulo

27 Setembro 2007 | 00h00

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