Wilton Junior/ Estadão
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Flordelis faz homenagem para pastor Anderson após um ano e três meses do crime: 'Sempre te amarei'

Deputada foi denunciada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro no mês passado como mandante do assassinato do marido em junho de 2019

Redação, O Estado de S.Paulo

17 de setembro de 2020 | 08h01

A deputada federal Flordelis (PSD-RJ), acusada de ser a mandante do assassinato do pastor Anderson do Carmo, publicou uma homenagem ao marido na noite de quinta-feira, 16 - um ano e três meses após o crime. No texto, a parlamentar diz que “não consegue se acostumar” e que “está muito difícil viver sem ele". 

“Sei que preciso continuar e não deixar a felicidade fugir de vez da minha vida, mas as saudades que sinto de você me deixam paralisada. Você foi embora, meu amor, e levou também uma parte de mim [...] Sempre te amarei, Nem”, escreveu ao se referir ao pastor assassinado.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Meu Nem, sinto tantas saudades, não consigo me acostumar a viver sem você. Até tento, mas não consigo, fazíamos quase tudo juntos, sinto sua falta ao meu lado, tem sido muito difícil viver sem você. Mesmo o tempo passando, jamais será suficiente para que a dor da sua ausência diminua. Meu Nem, meu amor, você segue vivo dentro de mim. Um ano e três meses longe, parece uma eternidade, mas o que me acalma é a certeza de que mesmo que você não possa voltar, um dia eu vou poder ir até o seu encontro. Sei que preciso continuar e não deixar a felicidade fugir de vez da minha vida, mas as saudades que sinto de você me deixam paralisada. Você foi embora, meu amor, e levou também uma parte de mim. Deus tem sido meu Refúgio, minha Força, meu Socorro, em Deus tenho depositado minha confiança. Vou lembrar de você, todos os dias e em todas as situações que eu viver e você continuará vivo através de mim e da nossa família. Sempre te amarei, Nem! Até um dia!

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Na madrugada do dia 16 de junho de 2019, Anderson foi morto com mais de 30 tiros na garagem da casa onde morava com a deputada e os filhos. Horas depois do crime, Flordelis disse que se tratou de uma tentativa de assalto.

Investigação

A parlamentar foi denunciada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro no mês passado como mandante do assassinato do marido. Dois filhos dela - entres adotados e biológicos, são 55 - já estavam presos pelo crime. No último dia 24, outros cinco, além de uma neta, também foram presos acusados de participação no assassinato.

Polícia Civil e promotoria acreditam os integrantes da família tiveram participação seja ajudando a orquestrar o plano ou a dificultar as investigações. Entre os acusados, só a pessoa apontada como a mandante da ação segue em liberdade: a própria Flordelis, beneficiada pela imunidade parlamentar. Ela alega inocência.

A investigação durou mais de um ano, e os responsáveis pelo inquérito concluíram que a deputada "foi a autora intelectual, a grande cabeça desse crime". A defesa nega o envolvimento da parlamentar e diz que a investigação é "contraditória e espetaculosa".

O Estadão teve acesso a relatório final da Polícia Civil, duas denúncias oferecidas pela promotoria, além de depoimentos juntados aos autos do processo. A história narrada nos documentos contraria o histórico de boa pastora da deputada federal e sugere uma trama nada cristã, que envolve disputa por dinheiro, interesses políticos e até suspeitas de abuso sexual.

No último dia 9, o corregedor da Câmara, deputado Paulo Bengston (PTB-AM), entregou à deputada notificação sobre processo disciplinar que pode levar à cassação do mandato dela. O prazo de cinco dias úteis para a entrega terminou na quarta-feira, 16, mas poderia ser prorrogado a pedido de Flordelis.

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