Florianópolis tenta voltar à normalidade após o blecaute

No primeiro dia após o fim do blecaute em Florianópolis a vida ainda não voltou ao normal para a maioria dos 300 mil moradores atingidos pela falta de luz que paralisou Florianópolis por 46 horas. O fornecimento de energia foi retomado em toda a Ilha de Santa Catarina e, com eletricidade para mover as bombas, a Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan) consegue abastecer 80% dos bairros. Ainda falta água no bairro Tapera (Sul). A dona de casa Maria Idalina Ferrreira da Costa acha que vai demorar para colocar em dia os afazeres domésticos. "Como não temos idéia de quando a água vai voltar, precisamos economizar o máximo possível", disse. A publicitária Christiane Ramirez reclamou da pilha de roupa suja e louça acumulada. "Perdemos queijos, carnes, iogurtes, leite, frutas e legumes, mas o pior já passou", acredita.Apesar do pouco movimento em função da chuva, o comércio do Centro da cidade abriu normalmente na manhã deste sábado. O grande problema continua sendo o congestionamento do trânsito, complicado porque a ponte onde houve o incêndio da linha de transmissão está fechada até segunda-feira, e todo o tráfego dos dois sentido flui por uma única ponte, a Pedro Ivo. Técnicos da Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc) e da Pirelli passaram a manhã inspecionando o local do acidente, mas ainda não falaram sobre o que viram. A Polícia Militar calcula que tenha recebido 20% a mais de chamadas nesses dias de blecaute, o que representa cerca de 1.500 ligações somente nos plantões noturnos.

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