Foca é resgatada em praia do Rio de Janeiro

Uma foca-leopardo foi resgatada na noite de quinta-feira na praia da Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio. O animal está muito debilitado, sofre de grave pneumonia e, desde a madrugada de sexta-feira, se recupera no Jardim zoológico de Niterói, à base de antibióticos, antiinflamatórios e soro. A espécie, maior caçadora da Antártica, é perigosa: há registros de que uma foca-leopardo matou uma biológa na região, seu habitat natural. Foram necessários dezoito bombeiros para retirá-la da areia. Ela foi avistada por volta das 20 horas. Foi transportada até o zôo num caminhão do Corpo de Bombeiros. O veterinário André Maia, do zôo, contou que foi chamado em casa. "Agora estamos nos preparando psicologicamente para alimentá-la, porque ela já tentou morder a gente", disse.O bicho come pingüins, pequenas focas, peixe e outros animais marinhos. A foca pesa 300 quilos (seu peso pode chegar a 450) e mede 3,15. É um macho adulto. Foi colocado num tanque, sozinho, para não atacar outros bichos que se recuperam no zôo. O veterinário fez um alerta: "É importante que a população não chegue perto dessa foca, para tirar fotos, se outra aparecer numa praia. Ela pode atacar e arrancar o braço de alguém." Esse tipo de animal é raríssimo no Rio. O zôo já recebeu outras espécies de foca, mas nunca uma leopardo. O mais provável é que ela tenha adoecido e por isso tenha vindo parar na orla carioca, trazida pelas correntes marítimas - como acontece com os pingüins, freqüentes na cidade.

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