‘Foco da graduação deve ser na base jurídica’

Em regra, a faculdade de Direito tem formado os profissionais exclusivamente para atuar no Poder Judiciário. A matriz curricular está voltada para que o aluno exerça a sua função em um processo judicial. No entanto, as demandas da sociedade são muito mais amplas.

José Horácio Halfeld Rezende Ribeiro, É PRESIDENTE DO INSTITUTO DOS ADVOGADOS DE SÃO PAULO (IASP)

30 Julho 2013 | 23h23

Há necessidade, por exemplo, de o bacharel trabalhar na elaboração de contratos, nas consultorias jurídicas, na área ambiental, no terceiro setor, no Direito Internacional. Isso tudo está fora das matérias obrigatórias. A demanda é muito grande e é fundamental que o aluno tenha uma preparação mínima – ainda na graduação e não apenas na especialização.

Agora, quando se propõe um estágio em comunidades carentes é mais uma ação de responsabilidade social, para conscientização do aluno como cidadão, do que para a formação técnica e jurídica dele. Dentro de toda a reforma curricular, o mais importante é a questão de uma formação jurídica sólida. Se o aluno tiver uma boa base jurídica, estará tecnicamente capacitado.

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