Fogo em cela mata uma detenta e fere outras quatro

A presidiária Lúcia Andréia da Silva, de 32 anos, morreu queimada na cadeia pública feminina de Fernando Prestes (a cerca de 350 km de São Paulo), na noite de sábado. Ela aguardava julgamento por tráfico.Outras quatro companheiras que estavam na mesma cela estão internadas na Unidade de Tratamento de Queimados (UTQ) do Hospital Padre Albino, em Catanduva, com queimaduras graves. O incêndio teria sido provocado pelas próprias presas, num início de motim, e destruiu totalmente a cela.De acordo com o delegado responsável pela cadeia, Fernando Luis Giaretta, as detentas Luciana Pestai Penques, 19 anos, e Juelina Medeiros Paulino, de 20, teriam iniciado o motim. Ambas também aguardam julgamento e são acusadas de tráfico."Algumas horas antes elas reclamaram que uma outra presidiária havia furtado uma de suas blusas, mas o carcereiro fez as diligências e não encontrou nada", disse o delegado. Segundo o diretor técnico do hospital, Jorge Luis Valiatti, as duas respiram com a ajuda de aparelhos e tiveram queimaduras nas vias aéreas.Já Roseli Ribas, 30 anos, condenada também por tráfico a quatro anos e oito meses de reclusão em regime fechado, teve 40% do corpo queimado. Rosana Cesário, 23 anos, condenada a cinco anos e quatro meses por roubo, cumpre pena em regime semi-aberto e teve queimaduras no rosto e nas mãos.O delegado suspeita que as presidiárias planejavam fugir. "Elas normalmente ficam de bermudas e camiseta e estavam de calças e blusas. Provavelmente pensaram que havia apenas um carcereiro no momento - por volta das 22 horas - e colocaram fogo nos colchões e alguns pertences para que ele abrisse a cela e pudessem sair, mas havia vários policias na hora".A suspeita de que tudo estava planejado antes foi quando os policiais encontraram a televisão e o rádio guardados dentro do banheiro.

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