Fogo em depósito da polícia foi vandalismo, diz delegado

Um incêndio criminoso no depósito de carros da Polícia Civil, que destruiu cerca de 100 veículos no início desta madrugada, foi provavelmente um ato de vandalismo, acredita a polícia. Os carros foram apreendidos em ações policiais e nunca procurados por seus donos. A hipótese de uma ação de vândalos foi levantada pelo delegado titular da Delegacia de Repressão e Furtos de Automóveis (DRFA), Rafik Louzada.O depósito de carros funciona num terreno aberto, sem muros, cercado por duas favelas, no Caju, zona norte da cidade. Policiais da DRFA se revezam em plantões de 24 horas no depósito e têm como guarita uma pequena casa sem luz, água e com as paredes perfuradas de tiros de fuzil. Na noite de terça-feira, os policiais plantonistas faziam a ronda em volta do depósito quando perceberam o fogo alto.Eles pediram reforços e chamaram os bombeiros, que tiveram trabalho para conter as chamas. O calor fez com que os vidros estourassem. O delegado Rafik Louzada disse que os carros estão abandonados há cerca de 15 anos. "Vamos investigar o que ocorreu, mas não sei a quem poderia interessar a destruição desses veículos. Acho que foi um ato de vandalismo", afirmou. O delegado disse que houve outros incêndios no depósito - usado como rota para "bondes" (comboios de traficantes).Louzada vai pedir a desativação do depósito. "As 600 toneladas de ferro iriam a leilão. Os carros que tivessem chassi inteiro teriam o número cortado e seus dados teriam sido passados para o Detran", defendeu.

Agencia Estado,

13 de agosto de 2003 | 18h43

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