Foguetes que seriam usados em resgate de presos eram caseiros

Técnicos em explosivos do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) da Polícia Militar de São Paulo concluíram que os dois foguetes que seriam usados para destruir os muros da Penitenciária de Segurança Máxima de Presidente Bernardes foram fabricados de forma improvisada, não usam material padrão da indústria bélica e não pertencem ao Exército, como se chegou a noticiar.Na madrugada de ontem, entre 10 e 14 bandidos usariam os dois foguetes, parecidos com mísseis, para explodir os muros da penitenciária considerada mais segura do País. A tentativa foi frustrada pela ação da PM, que a apreendeu os artefatos bélicos, armas pesadas, cinco carros, e deteve quatro pessoas. De acordo com o tenente Roberto Augusto Aguilar, do Gate, somente depois de uma análise mais profunda é que se poderá saber se foguetes seriam capazes de destruir os muros da penitenciária.Segundo o tenente, dentro de 30 dias aproximadamente o Gate deverá expedir um relatório sobre o artefato.Os dois foguetes e seus detonadores foram levados para a sede do Gate, em São Paulo, onde a partir desta quinta-feira, os técnicos começam a examiná-los para saber qual seu poder destrutivo, o tipo de explosivo de armazenam e qual sistema de detonação. Os lançadores dos foguetes, instalados em duas peruas Zafiras, que ficaram em Presidente Prudente, também são de fabricação improvisada, concluiu o Gate. A polícia civil iniciou nesta terça-feira as investigações para saber se os foguetes foram fabricados na região.

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