'Foi crime de ódio homofóbico', diz coordenador do Rio Sem Homofobia sobre atropelamento

Cláudio Silva acompanha as investigações da morte do rapaz homossexual que teria sido atropelado de forma proposital em São Gonçalo

Clarissa Thomé, O Estado de S. Paulo

03 Maio 2013 | 16h42

RIO - O coordenador do programa estadual Rio Sem Homofobia, Cláudio Nascimento Silva, vai à delegacia de Alcântara, em São Gonçalo, para acompanhar as investigações sobre o assassinato do jovem Eliwellton da Silva Lessa, de 22 anos, na madrugada de segunda-feira, 29. Eliwellton foi atropelado três vezes, depois de discutir com um motorista de van, que o chamou de "viado".

Testemunhas contaram que o motorista acelerou antes de atropelar o rapaz sobre a calçada, depois deu marcha à ré e passou com o carro por cima de Eliwellton mais duas vezes. A vítima teve a coluna fraturada em três lugares.

"Foi um crime bárbaro, de ódio homofóbico. Nessa região de São Gonçalo tem ocorrido muitos crimes. Estou muito triste. Trabalho nesse tema há muitos anos. A gente vê avanço em várias questões, nas políticas públicas, mas vê esse recrudescimento da violência, essa banalização da vida do outro", afirmou Cláudio Nascimento, que também está à frente da superintendência de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos, da secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos.

Nascimento fez um apelo para que testemunhas que souberem a identificação do motorista da van, placa do veículo ou qualquer informação que leve ao assassino, entre em contato com o Disque Cidadania LGBT (0800-0234567). O serviço funciona no Estado do Rio. Pessoas de outras localidades podem entrar em contato com o Disque-Denúncia (21-2533-1177).

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