''Foi ótimo não ter mais fumódromo''

Vilma Peramezza aprovou o fim da rota de fumaça até o escritório

Fernanda Aranda, O Estadao de S.Paulo

23 Julho 2009 | 00h00

Vilma faz parte da "juventude 1968" e, durante a mocidade, fumar cigarro não era hábito rechaçado, mas até incentivado. "Então, para não dizer nunca, confesso que até tentei fumar, mas nunca gostei. Me dava dor de cabeça", lembra Vilma Peramezza que, fazendo as contas em retrospectiva, não chegou a consumir nem um maço inteiro na vida. Mas se fumar nunca foi problema, ontem a rotina dessa não fumante convicta foi movimentada justamente por causa do tabaco. Ela há 24 anos é administradora do Conjunto Nacional e, além de ter de lidar com as 15 mil pessoas que circulam nos 124.227 metros quadrados do lugar, ontem foi o dia em que, de forma inédita nos 54 anos do condomínio, o fumódromo e o cigarro foram banidos. Fazer a orientação de todos, controlar os seguranças, dar entrevistas, foram tarefas extras inseridas na rotina já de muito serviço. Mas, diz ela, a recompensa era encontrada toda vez que caminhava até o escritório, no 3º andar. "Necessariamente tenho de passar pela área onde ficava o fumódromo. Além de o cheiro estar bem diferente, foi ótimo ver casais de namorados, pessoas lanchando e batendo papo em vez de fumantes." Como defensora da medida antifumo, Vilma não poderia deixar de fazer um balanço positivo da estreia. E tem convicção de que a lei vai pegar. "Aqui, a antecipação foi iniciativa dos funcionários", diz ela, que faz questão de ressaltar: apesar de não fumante, nunca foi das "chatas com quem fuma". E dispara um sorriso provocador dirigido à assistente Monalisa que, até está tentando, mas não larga os cinco cigarros diários.

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