Folião paga 40% de impostos em artigos para carnaval

Cerca de 40% dos preços dos principais itens para o carnaval deste ano são compostos apenas por cobrança de impostos, segundo informou um estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) divulgado nesta segunda-feira De acordo com o estudo, o maior peso dos impostos sobre os itens pesquisados está sobre os preços dos colares havaianos: 47,16% em tributos. Em seguida, aparecem o spray de espuma, com 47,14% e a buzina a gás, com 46,79% de carga tributária. "A idéia da pesquisa é chamar a atenção para os altos impostos que nós temos no Brasil. O nosso sistema mascara que até no Carnaval as pessoas pagam muito em tributo e que isso tira poder dos salários", disse à Reuters por telefone o presidente do IBPT, Gilberto Luis do Amaral. "Quem compra R$ 100 de serpentina está pagando R$ 55 pelo produto e R$ 45 em impostos. Não tem como não notar que existe algo de errado neste sistema se olhar um número desses." A sondagem aponta ainda que os pacotes para acompanhar desfiles nos sambódromos, incluindo hospedagem, ingresso e transporte, têm 37,48% de carga tributária nos seus preços. Sozinhas, as entradas para assistir às escolas de samba têm 42,05% de tributos embutidos. O IBPT listou a porcentagem da tributação sobre confetes e serpentinas (37,48%), máscaras de plástico (45,135), fantasias de tecido (37,615), de arame (35,115), biquínis com lantejoulas (43,395) e máscaras feitas do mesmo material (43,915). Segundo o consultor de design Edimilson Lima, que cria e produz fantasias no Rio de Janeiro, existem alternativas para usar fantasias menos caras sem ficar démodé. "Hoje é mais fácil de trocar uma coisa por outra porque as roupas de Carnaval estão menores, não precisa de uma fantasia muito grande como antigamente", disse ele por telefone. "A roupa menor pode ser mais barata, sem materiais que estão ficando ano a ano mais caros".

Agencia Estado,

12 Fevereiro 2007 | 22h55

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