Foliões atrasados lotam bilheteria do Anhembi, em SP

Já no início do dia, centenas de pessoas se aglomeravam na bilheteria do Anhembi, na zona norte de São Paulo, para assistir à segunda noite de desfile do carnaval 2006. Nas filas, vários foliões que deixaram para comprar os ingressos na última hora ainda tinham esperanças de entrar no sambódromo. Enquanto isso, cambistas agiam livremente na região. O movimento na bilheteria foi grande porque até as 19 horas ainda havia ingressos disponíveis. Um grupo de cinco venezuelanos decidiram anteontem, depois de assistir à primeira noite de desfiles pela televisão, que iriam ver de perto as escolas de samba paulistanas. "Nunca assisti ao carnaval brasileiro. Antes de chegar aqui já pensava em ver a festa de perto", disse o consultor Jesus Azuaje, 32 anos. Amigo dele, o também venezuelano Eligio Rangel, 34, disse que essa será uma "experiência única". "O carnaval brasileiro é o melhor do mundo, não é". A comerciante Marcia Cristina da Silva, 29 anos, comprou seu ingresso na semana passada mas, às 17 de ontem, estava na fila da bilheteria. "Minha filha quis vir depois que viu pela TV", explicou. Os portões do Anhembi também foram abertos com atraso. Só depois de duas horas do horário previsto, o público conseguiu entrar no sambódromo, às 19 horas. O autônomo Antonio Carlos Cola, 53 anos, chegou ao Anhembi às 17. "É a primeira vez que venho ao sambódromo. Da próxima, com certeza vou chegar mais tarde." Na sexta, os portões só abriram às 19h30. O motivo, segundo um dos policiais militares responsáveis pela segurança do local, foi a perda das chaves. Ontem, ninguém quis assumir a culpa pelo atraso. A SPTures, organizadora do evento, informou que a Dimep, responsável pela venda dos ingressos, teria de abrir os portões. A Dimep explicou que sua função é checar o funcionamento das catracas - que estavam em ordem - e que é seria a Polícia Militar quem daria a ordem de abertura. Já a PM informou que desde as 16 os agentes estavam prontos, "esperando o aval da organização." Outro que chegou cedo ao Anhembi, foi o ambulante Jefferson Moreno, 27 anos. Desde as 15 ele já vendia água e refrigerante no portão. "O movimento é bom e temos 100% de lucro", disse. Enquanto os portões não se abriam, as oito escolas de samba que desfilariam ontem faziam os últimos preparativos na concentração. O responsável pela coordenação dos destaques da Unidos do Peruche, escola que abriria o desfile de ontem, Hamilton da Silva, 40 anos, disse estar "totalmente confiante". "Ensaiamos desde janeiro e a expectativa é total", afirmou. Neste domingo, desfilarão no sambódromo as escolas do grupo de acesso. Os ingressos estão à venda na bilheteria do Anhembi e variam de R$ 10,00 e R$ 20,00.

Agencia Estado,

25 Fevereiro 2006 | 21h09

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