Ney Douglas/EFE
Ney Douglas/EFE

Foliões são atacados com agulhas durante carnaval em Olinda

Secretaria registrou 25 casos e polícia abriu inquérito para investigação a situação. Vítimas receberam medicação para prevenção de HIV

Marina Barbosa, Especial para o Estado

07 de março de 2019 | 01h16

RECIFE - Pelo menos 25 pessoas foram vítimas de um novo tipo de agressão no carnaval de Pernambuco deste ano. Elas foram furadas por seringas enquanto brincavam nas ladeiras de Olinda e precisaram ser submetidas a um tratamento de prevenção contra o vírus do HIV. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil e pode ser configurado como crime, com pena de reclusão de até quatro anos em regime fechado.

O caso foi confirmado nesta Quarta-Feira de Cinzas, 6, pela Secretaria de Saúde de Pernambuco. “Desde o último sábado de carnaval, os técnicos que monitoram os registros da saúde notificaram a entrada de pessoas relatando terem sido furadas por seringas durante a folia de Momo”, informou a pasta. Segundo a secretaria, já foram notificadas cerca de 25 ocorrências semelhantes. Todas foram encaminhadas ao Hospital Correia Picanço (HCP), que é referência no tratamento de doenças infecto-contagiosas no Recife.

Como a origem das “agulhadas” ainda não foi descoberta, as vítimas "passaram pela profilaxia pós-exposição (PeP), tratamento padrão usado na prevenção da infecção pelo HIV, e foram liberadas após avaliação médica, com a orientação de retorno após 30 dias para conclusão do tratamento".

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.