Fora da disputa, Ciro Gomes abre programa no Ceará

Descartado da corrida presidencial, deputado vai à TV pedir votos para o irmão governador [br]e para Dilma

Carmen Pompeu ESPECIAL PARA O ESTADO FORTALEZA, O Estado de S.Paulo

18 de agosto de 2010 | 00h00

Mesmo não concorrendo a nenhum cargo, o deputado Ciro Gomes (PSB) abriu ontem o programa eleitoral gratuito cearense. Ele pediu votos para os candidatos a deputado da coligação Um Ceará melhor para todos, que tem o irmão dele, o governador Cid Gomes (PSB), como candidato à reeleição. Ciro começou dizendo que queria disputar a Presidência da República. Em seguida, pediu a seus eleitores que votassem nos candidatos que apoiam Cid para governador e a petista Dilma Rousseff para presidente.

"Não sou candidato a nada. Mas gostaria muito de pedir ao povo cearense, sobretudo a vocês, eleitores que me honraram com o seu voto, que agora votem nos deputados da nossa coligação; nos deputados que estão apoiando Cid governador e Dilma para presidente", disse Ciro.

Descartado da disputa para presidente pelo próprio partido e deputado no fim do mandato, ele se dedica à campanha do irmão para o governo e da ex-mulher, senadora Patrícia Saboya, para deputada estadual.

Lula. Logo depois do depoimento de Ciro, a voz de um locutor citou Lula: "Conheça os deputados que estão com Cid governador e Dilma presidente para continuar o trabalho que Lula está fazendo pelo Brasil e pelo Ceará". A imagem de Lula junto a Cid estava presente atrás de todos os candidatos a deputado federal da coligação. Aparecia também Dilma, ladeada pelos candidatos ao Senado Eunício Oliveira (PMDB) e José Pimentel (PT).

A imagem menos nítida e levemente desfocada de Pimentel destoava das demais. Até abril deste ano, Cid cogitava fazer aliança, mesmo que informal, com o PSDB para apoiar a reeleição do senador Tasso Jereissati. Ele acabou fechando acordo com o PT, que impôs a Cid Gomes a candidatura de Pimentel ao Senado.

Já nos programas dos candidatos tucanos e do DEM não se via a imagem do presidenciável José Serra (PSDB). O nome dele sequer foi citado pelos candidatos a deputado federal dos dois partidos, que pediram votos apenas para si, para Tasso e para o tucano candidato ao governo, Marcos Cals.

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