Fora da faixa, petista para o trânsito em Paris

Cenas para campanha. Com Sarkozy: segundo assessores de Dilma, imagens da viagem serão editadas e usadas em seu programa de TV

PARIS, O Estado de S.Paulo

17 de junho de 2010 | 00h00

Dilma Rousseff parou o movimentado trânsito do Boulevard Haussmann, ontem, em Paris, ao atravessar as duas pistas fora da faixa de pedestres. "Eu não tenho medo", disse a ministra a assessores, que falaram do perigo de fazer aquilo. Gentis, os motoristas pararam quando ela avançou para o meio da rua. "Nossa, eles pararam para a gente passar", comentou.

Do outro lado da rua, caminhou mais uns cem metros até chegar ao Museu Jaquemart-André, que apresenta a mostra De El Greco a Dalí. Dilma pagou 11 para entrar, dinheiro que tirou da carteira. Demorou cerca de 40 minutos no museu. Passeou por vários salões, demorou-se num afresco de Tiepolo sobre uma recepção do rei Henrique III, e se dirigiu à área da mostra.

Lá, fixou o olhar com maior demora em três obras-primas sobre crianças feitas pelo pintor impressionista espanhol Joaquin Sorolla y Bastida. "Eu gosto daquela pintura. Pare de novo para vê-la", aconselhou Dilma ao secretário-geral do PT, José Eduardo Cardozo, que a acompanha na visita a Paris.

Ao deixar o museu, Dilma caminhou mais uns 500 metros e começou a cobrar dos assessores um lugar para almoçar. Logo depois, disse: "Gente, eu paro onde for, mas quero comer agora." Entraram então num típico café parisiense, Le Carrefour.

Gafes. Dilma cometeu duas gafes durante o passeio entre seu hotel, o museu e o café. Ao chegar ao museu houve um breve tumulto, porque a curadoria do estabelecimento não queria permitir fotos. Mesmo assim, alguns jornalistas conseguiram furar o bloqueio e seguiram a ministra.

Ao deixar o museu, e ao tomar conhecimento da confusão com os jornalistas, Dilma comentou: "Eu fiz de conta que não conhecia ninguém. Olhei para o teto, como se não tivesse nada a ver com esse pessoal e fiz de conta que eram estrangeiros, que eram argentinos."

Aproveitando a deixa, alguns repórteres disseram a ela que no dia anterior torcedores portugueses passaram pelos jornalistas que estavam em frente ao hotel da ex-ministra e os provocaram, chamando-os de argentinos. Dilma sorriu. "Só mesmo os portugueses para confundir brasileiros com argentinos." / ANDREI NETO e JOÃO DOMINGO

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