Foragido da polícia, Maroni tem hotel liberado por liminar

Advogados vão pedir habeas-corpus; promotor diz que há novas provas

Alexssander Soares, O Estadao de S.Paulo

07 de agosto de 2008 | 00h00

Uma batalha vencida e outra perdida no rescaldo da guerra travada entre a Prefeitura de São Paulo e o empresário Oscar Maroni Filho, dono da boate Bahamas e do Oscar?s Hotel, em Moema, zona sul - ambos lacrados pela administração. Maroni é considerado desde ontem foragido da polícia. A prisão foi decretada pelo juiz Edison Aparecido Brandão, da 5ª Vara Criminal de São Paulo, a pedido do promotor José Carlos Blat. Os advogados de defesa entram hoje com o pedido de habeas-corpus do empresário.A vitória de Maroni foi comemorada ontem, por seu pai de 84 anos e filhos, na porta do Oscar?s Hotel com tratores retirando os blocos de concreto colocados na semana passada. O desembargador Venício Salles, do Tribunal de Justiça, reiterou sua própria liminar impedindo qualquer lacração por parte da Prefeitura antes da análise final da aprovação do alvará de construção de hotel. A administração apontou irregularidades como informações propositalmente enganosas enviadas ao comando regional de Aeronáutica para autorização da construção do hotel, de 47,5 metros de altura, no entorno do Aeroporto de Congonhas. Maroni afirma que cumpriu todos os procedimentos administrativos e determinações da Aeronáutica.Enquanto aguarda o julgamento do habeas-corpus, Maroni dispara a metralhadora verbal contra o que considera perseguição das autoridades. "Virei um troféu. Sou acusado de facilitar e explorar a prostituição, mas meu estabelecimento cobra entrada de homens e mulheres maiores de idade, para um hotel, balneário e boate." Ele diz que recebeu um convite para se filiar a um "grande partido" e ser candidato a prefeito da cidade em 2008. "Estudo com bons olhos."Blat diz que há novas provas, como o depoimento de 22 mulheres, que declaram o local como endereço comercial. "As garotas circulam seminuas oferecendo seus corpos e o empresário oferece as facilidades do local, com quarto com preservativos, toalhas e tudo mais. É uma questão de prova, mas não acho que isso possa ser um hotel ou um motel", afirmou o promotor.

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