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Força cobra solução para impasse nos transportes

O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, voltou a cobrar hoje maior empenho da prefeita Marta Suplicy (PT) para ajudar a resolver o impasse entre o Sindicato dos Condutores de São Paulo e o Transurb (sindicato patronal) e evitar a greve dos ônibus. "Não adianta ela achar que as reivindicações da categoria são justas e corretas, tem que ajudar", afirmou Paulinho. Para sindicalistas ligados ao setor, cabe à Prefeitura pressionar as empresas de ônibus e conduzir o acordo. Paulinho disse ainda que Marta não quis recebê-lo hoje, no encontro que reuniu o secretário municipal dos Transportes, Carlos Zarattini, e o presidente do Sindicato dos Condutores de São Paulo, Edivaldo Santiago, porque ontem ele a criticou. "Eu disse que ela era omissa, mas ela está sendo mesmo", reafirmou. No encontro da manhã, ficou acertado que a prefeita e Zarattini se reunirão, às 17 horas, com representantes do Transurb, na Prefeitura.O objetivo seria o de intermediar a negociação entre os dois sindicatos. Mas na avaliação de alguns dirigentes do setor, a solução do impasse está nas mão da Marta. "A saída é a Prefeitura abrir mão da porcentagem das passagens de ônibus que vai para a SPTrans, que é de R$ 0,02, e pressionar as empresas a assumirem o compromisso de reverter esse dinheiro que não vai mais ser repassado, cerca de R$ 1,9 milhão/mês, para bancar parte do convênio", explicou o sindicalista. O custo total do plano de saúde é de R$ 2,5 milhões. As empresas de ônibus, entretanto, querem esse recurso para cobrir seus custos com serviços gratuitos prestados à população, como o passe ao idoso e ônibus escolar. "Essa questão só será resolvida com a pressão da Prefeitura, que deve dar o destino desse dinheiro", disse o sindicalista. Na avaliação dele, resolvida a questão do convênio, não haveria paralisação. "Se os empresários concordarem, suspendemos a greve e fica pendente só a questão do resjuste salarial, que nós vamos discutir no Tribunal Regional do Trabalho", disse. Hoje, às 19 horas, na sede do sindicato, a categoria se reúne em assembléia para decidir se entra ou não em greve. Além do convênio médico gratuito, os condutores reivindicam 9,26% de reajuste salarial, mais 5% de aumento real, participação nos lucros e resultados (PLR) e melhorias no sistema de transporte públicos. Na avaliação de Zarattini, a greve geral prejudicará cerca de 3,6 milhões de pessoas.

Agencia Estado,

21 de maio de 2002 | 15h35

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