Força de elite começa a patrulhar áreas violentas do Rio

Pelo menos 120 efetivos da Força Nacional de Segurança (FNS) brasileira começaram a ocupar no sábado, 3, áreas estratégicas da zona norte do Rio de Janeiro, uma das regiões mais violentas da cidade, para apoiar a ação das autoridades contra o crime organizado.O destacamento reforçará as tarefas do Batalhão de Choque da Polícia Militar na região, palco de choques de traficantes de drogas com as chamadas "milícias", compostas por policiais e ex-policiais.O governador do estado, Sérgio Cabral (PMDB), aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, admitiu no dia 7 de fevereiro a existência de grupos irregulares, dos quais participam policiais, que estão em guerra contra os grupos de narcotraficantes nas favelas. Ele comparou as "milícias" com os grupos paramilitares da Colômbia.Cabral garantiu que sua administração não vai tolerar "um poder paralelo" no Rio de Janeiro. As autoridades reconheceram que em pelo menos 90 das 700 favelas da área metropolitana da cidade operam "milícias" formadas por policiais e ex-policiais civis e militares.Os efetivos da FNS farão rondas nas principais ruas dos bairros da zona norte e até poderão tomar parte em operações da Polícia Militar em favelas vizinhas, informou no sábado, 3, a Secretaria de Segurança Pública do estado do Rio de Janeiro.O secretário de Segurança, José Beltrame, disse que a presença da FNS durará um mês e em seguida será feita uma análise da situação para definir os "próximos passos".Esta força, com sede em Brasília, postou 500 de seus efetivos no Rio de Janeiro no início de janeiro, a pedido de Cabral. Dias depois, os efetivos tomaram posições nos limites do Rio de Janeiro com os estados vizinhos de São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo.A força de elite teve em meados de fevereiro sua primeiraparticipação em uma incursão da polícia, na área de favelas do Complexo do Alemão, que acabou com seis mortos, quatro deles aparentemente narcotraficantes.Além de pedir ajuda ao Governo federal, Cabral anunciou queestuda o aumento do número de policiais nas ruas, por considerar o efetivo de 9.500 agentes baixo.

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