Força Nacional ajudava a apurar mortes em Alagoas

Tropa deixou a cidade em um momento em que o Estado começava tímida redução nos índices de violência

ANNA RUTH DANTAS E CARLOS NEALDO, Especiais para O Estado

23 Julho 2016 | 03h00

A Força Nacional deixou Alagoas, um dos locais onde a operação ocorria há mais tempo (desde 2012), num momento em que o Estado começava tímida redução nos índices de violência. Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública, no primeiro semestre deste ano aconteceram 921 homicídios no Estado, retração de 1,6% em relação às 936 mortes do mesmo período do ano passado.

A diminuição foi puxada pela capital, onde atuava a maioria dos 172 integrantes da Força. “O índice caiu porque é em Maceió onde temos mais efetivo e mais presença policial, mas ao longo do governo vamos levar para o interior”, justificou o governador Renan Filho (PMDB).

Se na capital o trabalho ostensivo da polícia ajudou a diminuir levemente os números da violência, a falta de contingente em municípios do interior fez com que as mortes aumentassem no mesmo período.

“Convocamos 800 homens da Polícia Militar e vamos convocar brevemente do concurso da Polícia Civil, para somente assim conseguir priorizar definitivamente a segurança pública”, promete Renan Filho. 

De concreto, por enquanto, há somente a retirada dos homens da Força, grupo com o qual o secretário de Segurança, Paulo Domingos de Araújo Lima Júnior, disse ter desenvolvido “grande parceria”. “Unidos com as forças policiais alagoanas (os agentes) deram grande contribuição para o combate à violência.”

Guarda-vidas. A saída da Força do Rio Grande do Norte trouxe problemas para o trabalho de guarda-vidas que atuam ao longo dos 410 quilômetros de litoral, já que há carência de bombeiros para essa atividade. 

A Secretaria da Segurança potiguar confirmou que há a intenção de pedir a volta dos militares, principalmente para apoiar as ações de investigação da polícia judiciária e para o reforço às ações preventivas contra afogamentos no litoral. Mas essas tratativas só serão definidas após os Jogos Olímpicos. 

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