PMRN/Divulgação
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Força Nacional atuará diretamente nos presídios do RN

Estado chega nesta quarta-feira ao oitavo dia de rebeliões; de manhã, houve motim em penitenciária de Nísia Floresta

Anna Ruth Dantas, Especial para o Estado

18 Março 2015 | 10h10

Atualizado às 21h53

NATAL - Após os 215 homens da Força Nacional assumirem os presídios de Natal, foi descoberto nesta quarta-feira, 18, um túnel no Presídio Provisório Professor Raimundo Nonato Fernandes, na zona norte de Natal. O local já foi alvo de um motim na semana passada. O balanço da crise no sistema penitenciário do Estado aponta que em uma semana foram registradas rebeliões em 14 das 33 unidades prisionais do Estado. 

Nesta quarta, ainda havia um motim ativo na penitenciária de Alcaçuz, no município de Nísia Floresta – principal unidade prisional do Estado. Pela manhã, os presos se revoltaram na Penitenciária Estadual Rogério Coutinho Madruga, localizada no município de Nísia Floresta. A confusão começou por volta das 9h30 e durou cerca de duas horas para ser controlada.

Na penitenciária, estão 400 presos. Segundo a direção, os detentos tentaram quebrar as grades que permitem o acesso de uma ala para outra. 

Na noite de terça-feira, a movimentação também contaminou áreas de detenção de jovens. Ocorreram rebeliões no Centro Educacional de Caicó (Ceduc), localizado a 280 quilômetros de Natal. É nesse local onde ficam os menores infratores. Na manhã desta quarta, dois funcionários mantidos como reféns foram liberados.

Outros motins ocorreram nas cadeias das cidades de Nova Cruz, Caraúbas e Mossoró. Com exceção de Caicó, a polícia controlou a situação rapidamente.

A secretária Nacional de Segurança, Regina Mink, que está na capital potiguar, afirmou que a Força Nacional permanecerá “o tempo necessário” no Estado e só sairá quando o governador Robinson Faria (PSD) e a secretária de Segurança, Kalina Leite, decidirem. Regina observou que o trabalho da Força Nacional não é dentro dos presídios, mas admitiu a excepcionalidade causada pela situação de calamidade nas cadeias. Kalina explicou que, no momento, os policiais estão trabalhando no “reconhecimento e planejamento”. Após essa etapa, os agentes serão distribuídos pelos presídios estaduais.

Problemas de gestão. A crise no sistema penitenciário também traz problemas na gestão. O diretor de pavilhão da Penitenciária de Alcaçuz, Osvaldo Júnior Rossato, entregou o cargo nesta quarta, acusando uma comissão de advogados da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio Grande do Norte de incitar os presos à rebelião. A OAB nega.

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